domingo, 26 de fevereiro de 2012

ALTAR CIGANO


ALTAR CIGANO


O altar serve como elo de ligação e comunicação entre o Cigano e seu médium.
Desde o momento em que existe a intenção de se oferecer um altar a um Cigano, ali se cria um elo espiritual onde quer que esteja o Cigano que é cultuado ali, sempre irá ouvir o chamado feito pelo médium diante do altar.
O mais importante em um altar para os Ciganos são os 4 elementos. Para representá-los, usamos um castiçal com uma (ou mais) velas, representando o fogo, mesmo que a vela esteja apagada.
As cores podem ser qualquer uma, exceto preto e marrom.
Essas cores só são usadas em certos tipos de rituais.
Não podemos esquecer que temos que ter a imagem de Santa Sara Kalli e de Nossa Senhora Aparecida,assim como a imagem de nossos ciganos espirituais.
Deveremos ter uma taça bonita com água.
A água é simbolismo do sentimento, por isso deve ser sempre a mais pura e limpa possível (água mineral sem gás).
Essa água na taça atua como um catalisador de más energias, e quando estiver turva, deve ser jogada em água corrente e trocada, sempre por água filtrada ou mineral.

Um incensário, onde um incenso deve ser aceso pelo menos uma vez por semana – representa o ar, mesmo sem incenso.
Incenso Floral para Ciganas (rosa, violeta, lírio, dama da noite, jasmim, etc.) e Incenso Herbal para Ciganos (Sândalo, canela, cravo, eucalipto, mirra, alecrim, benjoim, etc.).
Cristais, de vários tipos, cores, formas e tamanhos; caso não seja possível ter muitos, coloque algum(s) escolhido(s) por intuição.
O ideal é ter pelo menos uma pedra em estado bruto/ponta. As pedras podem ficar também num pote de vidro transparente sem tampa com água, pois a mesma potencializa a capacidade energética dos Cristais.
Os cristais fecham o ciclo, representando a terra.
Corpo - terra, Coração (emoção) - água, Mente - ar e Espírito - fogo.
Além desses elementos, que são básicos, qualquer outra coisa que seja sentida por intuição, pode ser colocada: baralho, leque, adornos, lenços, baú, etc.
As únicas exceção é o Punhal este só deve ser colocada um punhal já trabalhado, ou seja, que tenha passado pela magia de um Cigano, que pode ser o seu incorporado, ou o de outra pessoa (alguém que fez o trabalho no punhal para você – nesse caso, recomendo muitíssimo cuidado antes de aceitar).
Para o fortalecimento dos Ciganos (as), é muito bom colocar uma fruta no altar, pelo menos 1 vez por semana, na 2ª noite da lua cheia ou crescente Só não coloque frutas ácidas, tipo abacaxi ou laranja… Ciganos não gostam de sabores ácidos, pelo menos a maioria não, e se você não tiver a certeza, melhor não arriscar!
As frutas devem ficar até um pouco antes de apodrecer, e devem ser despachadas num jardim bonito.

Pode ser oferecida também uma taça com vinho, além da que tem água, pois o vinho é a bebida Universal dos Ciganos.
Após uma semana, ou quando a lua virar, despeja o vinho em água corrente.
Flores também são bem vindas no altar, sendo que se for um altar para Cigano, as flores devem ser cravo branco ou vermelho, girassol, lírio branco ou Rosa branca (rosas em números ímpares).
Essa regra vale apenas para caso de não se conhecer as preferências de cada Cigano.
As flores murchas ou secas devem ser colocadas em um jardim, onde não haja espinhos.
Não limpe seu altar na fase da lua minguante,pois isto atrapalharia suas boas vibrações como saúde e prosperidade.
aproxime-se do seu altar faça uma oração, mentalize a força que te acompanha.
POTE DE GRÃOS:
1 Pote pequeno
A mesma dos Grãos: Ervilha, Arroz com Casca, amendoim, Grão de Bico, Lentilha e trigo, (TODOS EM GRÃOS)
Coloque por cima três moedas atuais,com o valor virado para cima,e um quartzo citrino no meio delas. Deixe energizando por três dias, na lua crescente,e peça à lua que empreste sua força mágica, para que nada falte na sua casa. Coloque dentro de casa, num lugar alto.
Poderá ser em sua varanda, mas o mesmo não pode ficar a mostra é algo muito pessoal, nem mesmo os moradores da residencia deve tocar nas imagens, tem que ser um local só seu.
Autora: Cigana Lumiar D´eor

MISTIFICAR



Mistificar, termo muito usado no Espiritismo e que na Umbanda tem sido citado com freqüência. Seu significado tem a ver com abusar da credulidade, enganar, iludir, ludibriar. Na conversação mediúnica, corriqueiramente, na mesa espírita ou no terreiro, considera-se mistificador o médium que finge estar dando passagem a um espírito, fala e passa mensagens que são próprias.

Porém o assunto é muito mais complexo. Há mistificadores encarnados e desencarnados. Também estará mistificando o espírito que usa o instrumento (médium) para comunicar falácias, mentiras, no intuito de confundir e desequilibrar. E ocorre ainda, o animismo, que é temido e perseguido, o médium conta histórias como se fosse um outro espírito, mas na verdade fala de si, de encarnações do passado ao qual está ligado. Pode mesmo rir , chorar e parecer que sofre, mas é a própria alma se manifestando. È ruim isso? Não necessariamente, apenas será problema se o médium ficar preso ao seu animismo e não consegue se desapegar e liberar seu “espaço perispiritual” para a aproximação de outros espíritos.

Vamos voltar a isso depois, mas há também a necessidade do bom senso, em relação àquelas pessoas que vêem, escutam e falam coisas, mas nesse caso são verdadeiros distúrbios de ordem mental( físico) e quer às vezes deixam de ser medicados adequadamente por se pensar que o problema é estritamente espiritual. E em contrapartida, muitos verdadeiros médiuns foram internados por parentes , dados como loucos.

Recentemente foi publicado em estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora, comparando o comportamento de médiuns e de pessoas com transtornos mentais, e chegaram a nove critérios utilizados para diferencia um do outro. OS critérios encontrados nos médiuns e não nos transtornos mentais seriam:

1) ausência de sofrimento psicológico;
2) Ausências de prejuízos sociais e ocupacionais;
3) Duração certa da experiência
4) Atitude crítica (duvidas sobre a realidade objetivada vivência):
5) Compatibilidade com o grupo cultural ou religioso
6) Controle sobre a experiência, crescimento pessoal e atitude de auxílio ao outro

Algumas coisas norteiam e dão certeza que não há mistificação, que é o cunho da comunicação fornecida pelos espíritos. Se sérias, elas serão coerentes, voltadas para melhorar a vida das pessoas, quer no âmbito profissional ou familiar, conselhos e avisos sobre como progredir, mas nunca promessas mirabolantes nem contradições ou mesmo promessas de riquezas e atitudes que levem prejuízo a outrem. O tema sempre é direcionado ao Bem, à Felicidade e Humildade, ou alerta sobre perigos, conforto das dores. AS palavras caracterizam-se pela simplicidade e ausência de preconceitos, equilíbrio em todos os aspectos.

Estes espíritos, se confrontados , mantém-se firmes , se ouvem as palavras de Deus, Jesus, Maria, mantém-se confiantes, sem perturbação, mostrando que suas intenções são transparentes e benignas.

Trazemos ainda um estudo sobre as contradições das comunicações dos espíritos , confundidas às vezes com mistificação, retirado do Livro dos Médiuns capítulo XXVII:

“Passam-se no mundo dos Espíritos coisas bem difíceis de compreender. Não tendes entre vós pessoas muito ignorantes sobre certos assuntos e esclarecidas acerca de outros? Pessoas que tem mais juízo que instrução e outras que tem mas espírito que juízo? Não sabeis também que alguns espíritos se comprazem em conservar os homens na ignorância, aparentando instruí-los, e que aproveitam da facilidade com que suas palavras são acreditadas? Podem seduzir os que não descem ao fundo das coisas, mas quando pelo raciocínio são levados à parede, não sustentam por muito tempo o papel”.

É muito interessante como os espíritos que guiaram Kardec mostravam a necessidade de muita reflexão e estudo, criticando aqueles que criticavam o Espiritismo, pois consideravam que os seus críticos não o conheciam suficientemente .

No mesmo capítulo citado anteriormente retiramos mais uns trechos:

“Desejais tudo obter sem trabalho. Sabeis, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas, mas cuja extirpação cabe ao lavrador.

...Se os homens fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro ( nota minha: não haveria como enganá-los).

...O papel dos espíritos não consiste em vos informar sobre as coisas desse mundo, mas em vos guiar com segurança no que vos possa ser útil para o outro mundo. Quando vos falam do que a esse concerne, é que o julgam necessário, porém não porque o peças. Se vedes nos espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é certo serem enganados.”

Sobre o medo da mistificação, quer seja por espíritos encarnados ou desencarnados,;

“Se isso (a mistificação ) lhes abalasse a crença, é que não tinham muito sólida a fé. Os que renunciam ao Espiritismo, por um simples desapontamento, provaram não o haverem compreendido e não lhes terem atentado na parte séria. Deus permite as mistificações, para experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objeto de divertimento”.

E o Espírito da Verdade termina com a seguinte nota:

“A astúcia dos espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que se possa imaginar. A arte, com que dispõe as suas baterias e combinam os meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter conseqüências desagradáveis para os que não se achem em guarda. Sentimo-nos felizes por termos podido abrir a tempo os olhos a muitas pessoas que se dignaram de pedir nosso parecer e que lhe havemos poupado ações ridículas e comprometedoras. Entre os meios que esses espíritos empregam, devem colocar-se na primeira linha, como sendo os mais freqüentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de pretendidos tesouros ocultos, o anúncio de herança ou outras fontes de riquezas. Devem além disso, considerar-se suspeitas, logo à primeira vista, as pressões com época determinada, assim, como todas as indicações precisas, relativas a interesses materiais. Cumpre não se dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos espíritos, quando o fim não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar pelos nomes que os espíritos tomam para dar aparência de veracidade às suas palavras; desconfiai das teorias e sistemas científicos ousados; enfim, de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações.


Fontes Utilizadas no Texto: Livro dos médiuns-cap XXVII

10 DOENÇAS ESPIRITUAIS TRANSMISSÍVEIS

Dez Doenças Espiritualmente Transmissíveis



É uma selva lá fora, e não deixa de ser uma verdade a respeito da vida espiritual como qualquer outro aspecto da vida. Será que realmente pensamos que só porque alguém tem meditado por cinco anos, ou feito 10 anos de prática de ioga, que será menos neurótico que outra pessoa? Na melhor das hipóteses, talvez eles serão um pouco mais conscientes disso. Um pouco.

É por esta razão que eu passei os últimos 15 anos de minha vida pesquisando e escrevendo livros sobre cultivo de discernimento sobre o caminho espiritual em todas as áreas pedregosas – poder, sexo, iluminação, gurus, os escândalos, a psicologia, a neurose - mesmo que a sério, mas simplesmente confusas e inconscientes, as motivações no caminho. Meu sócio (autor e professor Marc Gafni) e eu estamos desenvolvendo uma nova série de livros, cursos e práticas para trazer mais esclarecimentos para essas questões.

Vários anos atrás eu passei um verão vivendo e trabalhando na África do Sul. Após a minha chegada, fui imediatamente confrontada com a realidade visceral que eu estava no país com a maior taxa de homicídios do mundo, onde o estupro é comum e mais de metade da população era HIV-positivo – homens e mulheres, gays e heteros iguais .

Como eu vim a conhecer centenas de mestres espirituais e milhares de praticantes espirituais através do meu trabalho e viagens, fiquei impressionada pela maneira em que as visões espirituais, perspectivas e experiências tornam-se da mesma forma “infectadas” por “conceitos contaminantes” – compondo um relacionamento confuso e imaturo para princípios espirituais complexos que podem parecer bem invisíveis e insidiosos como uma doença sexualmente transmissível.

As seguintes 10 categorizações não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente.

1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. A espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.

2. Falsa Espiritualidade: a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.

3. Motivações Confusas: Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser “o único”.

4. Identificando-se com Experiências Espirituais: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos,isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e / ou que trabalham como professores espirituais.

5. O Ego Espiritualizado: Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é “à prova de bala.” Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos e impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.

6. Produção em Massa de Professores Espirituais: Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou mestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e – bam! – Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual .

7. Orgulho Espiritual: O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que “Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual”.

8. Mente de Grupo: Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o “espírito de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo.

9. O Complexo de Povo Escolhido: O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que “O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.” Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, p professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.

10. O Vírus Mortal: “Eu Cheguei”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “Eu cheguei” na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.

“A essência do amor é a percepção”, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, “Portanto, a essência do amor próprio é a auto percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente – incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar “.

É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.

Por Mariana Caplan, Ph.D.
Autora de “Eyes Wide Open” (Olhos Bem Abertos)
Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual

MEDIUNIDADE DE OGÃ



Ser Ogã é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando músicas bonitas para as entidades, médiuns e assistentes.

Ser Ogã é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, concentração, responsabilidade e mediunidade. Sim, mediunidade. O Ogã também é médium, sabia? É o médium responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogã pode incorporar, porém a sua mediunidade manifesta-se normalmente de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta principalmente através da sua intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais onde os Guias responsáveis pelo toque e pelos cantos imantam os seus médiuns, tal como fazem os demais, e comandam todo setor da curimba. Esses mestres da música atuam ativamente, mas de forma pouco perceptível à grande maioria dentro do ritual de Umbanda e, muitas vezes, são poucos lembrados ou sequer é conhecida a sua existência. Mas não é verdade que todos os Guias da casa saúdam “os atabaques” quando incorporados nos seus médiuns? Na realidade, eles estão saudando seus “colegas anônimos” de trabalho, a magia e força lá assentada e que se manifesta através dos seus médiuns (Ogãs) que os representam junto ao atabaque.

Porém, às vezes, essa atuação “passiva” desses guardiões do mistério do som torna-se “ativa” e acontece uma espécie de “incorporação”: o Ogã toca um ponto ou um toque por ele até então desconhecido e depois esquece-o. Isto deve-se ao fato de todos os Ogãs trabalharem de forma ativa e mediúnica em parceria com esses mentores, profundos conhecedores dos mistérios do som ou da música.

Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãs, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogã como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins.

Salve a Coroa dos Ogãs!

MAIS SOBRE NOSSOS QUERIDOS OGÃS.............


A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa. O Ogã – médium responsável pelo canto e pelo toque - ocupa um cargo de suma importância e de responsabilidade dentro dos rituais de Umbanda, o conjunto de vozes e toques do atabaque ajudando nos trabalhos espirituais para que possam ser fortes e bonitos.

Também devemos observar, que o conjunto de atabaques e vozes é parte fundamental da sustentação da casa e dos trabalhos, a desarmonia no couro, pode tornar fragilizado os trabalhos e as energias da casa em dia de gira, toque ou como vocês irmãos estão acostumados a chamar em suas casas.

O responsável pelo toque, o Ogã, tem de ser bem preparado e Coroado ou Iniciado como Ogã para exercer tal função em um Terreiro, pois além de serem médiuns intuitivos, são Sacerdotes natos, aqueles que nascem com a função de falar por um Orixá, de serem um Instrumento puro dos Orixás e fazem isso através de suas mãos e cantos.

Mas observem que esta importância tem que ter muita observação com respeito à humildade do médium e uma sintonia harmônica com o dirigente da casa, pois sem esta sintonia torna-se inviável a convivência e os trabalhos. Tudo vem relacionado com a harmonização entre os pontos centrais de equilíbrio e relação pessoal.

O Ogã é um canal aberto para muitas linhas de trabalho da Umbanda que trabalham ativamente através dele, são linhas de caboclos, exus, pomba-gira, boiadeiros, crianças, etc... Que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Formam uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba, são mestres na música de Umbanda e Candomblé, verdadeiros guardiões dos mistérios do “Som”.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, chamada, subida, sustentação dos Guias e fechamento de gira.

Uma outra função importante é de emitir ondas energéticas pelo som do atabaque e pelos cantos que servem para diluir algumas energias astrais negativas que não fazem bem ao médium.

A curimba é um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do Terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás, ajudando os médiuns tanto na hora das incorporações, desincorporações e da firmeza de um trabalho. A curimba, por si só, emite energia suficiente capaz de descarregar um médium ou uma Casa.

Por isso a curimba deve sempre estar em sintonia com os Guias Espirituais, com os Orixás e com o Dirigente do trabalho. O Ogã deve estar sempre pronto e procurando aprender mais e mais.

Sempre com amor, pois quando vibramos de coração, os cantos atuam sobre nossos chacras, ativando os, e deixando-nos em total sintonia com a Espiritualidade Superior.

Os pontos transformam-se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento Sagrado e Divino.

Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda, pois não é simplesmente evocar uma Divindade, mas é chamado de magia por envolver toda uma “cadeia” onde o som da curimba atua nos médiuns positivando-os e equilibrando-os. Infelizmente, não temos visto nos templos de Umbanda uma preocupação com a qualidade da curimba, ou seja, com o conjunto de vozes e toques de atabaques.

Há Casas em que os atabaques são “tocados” com tanta força que parece que os Ogãs estão descarregando sua energia e sentimentos positivos e ou negativos nos couros dos instrumentos e não é possível ouvir as letras dos pontos cantados às vezes, nem mesmo a melodia.


Curimba, é um ponto de força dentro de um Terreiro de Umbanda. Sempre enaltece nossas giras, sendo de suma importância dentro do Terreiro. Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje.No Candomblé Jeje os Ogãs são classificados como:

PEJIGAN que é o primeiro Ogã da casa Jeje. O mais velho de todos os Ogãs é geralmente o mais sábio.
RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Rum.
AXOGUN é um ogã de suma importância no Candomblé, pois é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, e é um especialista no que faz.


No Candomblé Ketu os Ogãs são classificados como:


ALAGBÊ - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
OGÃ GIBONÃ - Zelador da casa de Exu, outro ogã de suma importância, pois seus conhecimentos ajudam na firmeza da casa.
OGÃ APONTADO - Pessoa apontada como possível candidato a Ogã. Equivalente ao Ogã suspenso.
OGÃ SUSPENSO - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogã, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogãs da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas as obrigações para ser um Ogã.

Há também outros Ogãs como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.

No Candomblé Bantu os Ogãs são classificados como:

Tata NGanga Lumbido - Ogã guardião das chaves da casa.

Kambondos - Ogãs. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.

O respeito que os Ogãs devem ter pela Mãe e pelo Pai é enorme pois o Ogã nada mais é que o exemplo a ser seguido na gira pelos médiuns da casa, portanto devem passar uma imagem discreta, humilde e respeitosa.

Em suma o Ogã representa o respeito, harmonia, mística, e principalmente representa a religião de forma que só ele com o fundamento da musicalidade pode agir, assim como devemos sempre lembrar que tudo é uma extensão de energia das casas, uma corrente, um elo.

Salve a Curimba! Salve o Ogã! Salve a Umbanda

Axé Irmãos.......

SE EU SAIR O TERREIRO FECHA..SERÁ?

TEXTO PARA REFLEXÃO...

OS ESPIRITOS RESOLVEM NOSSOS PROBLEMAS?



Muita gente procura o centro espírita em busca de uma conversa direta com os guias espirituais. Talvez acreditem que, se tiverem oportunidade de conversar, chorar suas mágoas e defender suas idéias de auto-piedade, os espíritos se mobilizarão para auxiliá-los e destrinchar suas dificuldades com toda a urgência e facilidade. Meu Deus, como muitos amigos(as) estão equivocados! Espírito nenhum resolve problemas de ninguém. Esse definitivamente não é o objetivo nem o papel dos espíritos, meu filho(a). Se porventura você está em busca de uma solução simples e repentina para seus dramas e desafios, saiba que os espíritos desconhecem quimera capaz de cumprir esse intento.
No espiritismo, não se traz o amor de volta; ensina-se a amar mais e valorizar a vida, os sentimentos e as emoções, sem pretender controlar os sentimentos alheios ou transformar o outro em fantoche de nossas emoções desajustadas.

Os espíritos não estão aí para “desmanchar trabalhos” ou feitiçarias; é dever de cada um renovar os próprios pensamentos, procurar auxílio terapêutico para educar as emoções e aprender a viver com maior qualidade.

Até o momento, não encontramos uma varinha mágica ou uma lâmpada maravilhosa com um gênio que possa satisfazer anseios e desejos, resolvendo as questões de meus filhos(as). O máximo que podemos fazer é apontar certos caminhos e incentivar meus filhos(as) a caminhar e desenvolver, seguindo a rota do amor.

Não adianta falar com as entidades e os guias ou procurar o auxílio dos orixás, como muitos acreditam, pois tanto a solução como a gênese de todos os problemas está dentro de você, meu filho. Ao menos no espiritismo, a função dos espíritos é maior do que satisfazer caprichos e necessidades imediatas daqueles que concentram sua visão nas coisas do mundo. Não podemos perder nosso tempo com lamentações intermináveis nem com pranto que não produza renovação. Nosso campo de trabalho é a intimidade do ser humano, e a cientização de sua capacidade de trabalhar e investir no lado bom de todas as coisas. Nada mais.

Tem gente por aí se deixando levar pelas aparências de espiritualidade. A grande multidão ainda não despertou para as verdades espirituais e acha-se com os sentidos embriagados e as crenças arraigadas em formas mesquinhas e irreais de viver a vida espiritual. Persegue soluções que lhe sejam favoráveis, e, em geral, tais soluções dizem respeito a questões emocionais ou materiais que meus filhos(as) não se sentiram capazes de superar. Ah! Como se enganam quanto à realidade do espírito.

O aprendizado da vida é longo, amplo e exige um esforço mental de tais proporções que não torna fácil romper com os velhos hábitos de barganhas espirituais aprendidos com as religiões do passado.

Fazem-se promessas, cumprem-se rituais na esperança de que os espíritos ou Deus concedam-lhes um favor qualquer em troca de seus esforços externos, que presumem sobrepor-se aos valores internos. Pensamentos assim resultam de uma educação religiosa deficiente e advêm de hábitos seculares que perduram nos dias atuais e carecem de uma análise mais profunda. Os indivíduos que agem com base nessas premissas evitam reconhecer sua responsabilidade nos acontecimentos que os atingem e pensam enganar a Deus com seu jeito leviano e irresponsável de tratar as questões espirituais. Fatalmente se decepcionam ao constatar que aquilo que queriam não se realizou e que as focas sublimes da vida não se dobraram aos seus caprichos pessoais.

Os problemas apresentados pela vida têm endereço certo, e não há como transferi-los para os espíritos resolverem. Se determinada luta ou dificuldade chega até você, compete a você vencê-la. Na sede de se livrar do processo educativo ministrado pela vida, meus filhos(as) esperam que , os espíritos, possam isentá-los de seus desafios. Isso é irreal. Não detém o poder de transferir de endereço a receita de reeducação que vem para cada um. Nenhum espírito minimamente esclarecido poderá prometer esse tipo de coisa sem comprometer o aprendizado individual.

Foram chamados pelo Pai para auxiliar meus filhos(as) apontando o caminho ou a direção mais provável para alcançarem êxito na construção de sua felicidade.

Vejam como exemplo a atuação do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo matando a sede e a fome de multidões, ele não arranjou emprego para ninguém. Curou e restabeleceu a saúde de muitos que nele acreditaram, mas não libertou ninguém das conseqüências de seus atos e escolhas. Sabendo das dificuldades sociais da época, não tentou resolver questões que somente poderiam ser transpostas com o tempo e o amadurecimento daquele povo. Em momento algum o vimos a prescrever fórmulas para dar fim a desavenças de ordem familiar, socioeconômica nem tampouco emocional, recomendando meios de trazer o marido de volta ou fazer a pessoa amada retornar aos braços de quem deseja. Uma vez que ele é o Senhor de todos os espíritos e não promoveu coisas nesse nível, como podemos nós, seus seguidores, sequer cogitar realizá-las?

O que podemos deduzir das atitudes de Nosso Senhor, meus filhos(as), é que, se ele não se dispôs a realizar tais demandas, que na época certamente existiam, é porque a natureza de seu trabalho era outra. Mesmo debelando os males, prestando o socorro que podia, ele não eximiu a população de enfrentar seus desafios. Quem recebeu o pão voltou a ter fome e inevitavelmente teve de trabalhar para suprir as próprias necessidades; quem foi curado teve de aprender a valorizar a própria vida, pois outras enfermidades viriam mais tarde; quem Jesus ressuscitou dos mortos desencarnou mais adiante. Em suma, o processo de reeducação a que conduzem os embates da vida é tarefa de cada um. Cristo Nosso Senhor apenas indicou a direção, mas cabe a cada seguidor palmilhar o caminho com suas próprias pernas, avançando com passos seguros e resolutos em seu aprendizado.
Através desse raciocínio, meu filho(a), você poderá compreender a razão pela qual não há proveito em recorrer aos espíritos para livrá-lo do sofrimento ou isentá-lo de dificuldades. Esse é o caminho do crescimento na Terra, e não há como fugir às próprias responsabilidades ou transferir o destino das tribulações. A dívida acorda sempre com o devedor, não há como se furtar a essa realidade.

Capítulo do livro Pai João, da Casa dos Espíritos Editora. (livro Alforria reeditado)

Espíritos ajudam

Todos possuímos proteção espiritual. Revelam os Espíritos que, antes mesmo de nosso (re)surgimento na esfera física pelas portas do nascimento, a cada um de nós Deus designou um ser espiritual, mais elevado que seu tutelado, para nos orientar durante toda a encarnação na Terra – incluam-se os momentos do planejamento reencarnatório e os primeiros instantes do retorno à pátria espiritual quando o Espírito se desvencilha do corpo físico.

O Catolicismo chama estes seres de “Anjos da Guarda”; em outros contextos religiosos, são conhecidos como “Guias Espirituais”. Na verdade, estes seres têm status espiritual conforme o nível evolutivo dos homens que se dispõem a orientar. Ressalvada a poesia de que estes Espíritos agem à feição de anjos e como a maioria de nós ainda tem pouco de angelical, isto implica que a maioria de nossos orientadores espirituais não precisam ser, necessariamente, “anjos”. Entre o estado espiritual da maioria dos humanos terrenos e o dos anjos, há uma imensa gama de seres espirituais que são capazes de orientar.

A palavra “guia” dá uma idéia de dependência que o indivíduo encarnado teria em relação ao seu tutor. “Ser guiado” por outrem, mesmo um Espírito, passa a idéia de ausência de responsabilidade do tutelado, como se este não possuísse livre-arbítrio e capacidade para decidir por si próprio.

Assim, devido a impossibilidade de Deus, o Criador e Sustentador da Vida, não nos atender pessoalmente, ajuda-nos Ele por meio de Suas leis imutáveis e de seu prepostos/mensageiros. É aquele ditado: “Deus auxilia as criaturas por intermédio das criaturas”.

Independentemente do nome, o que importa é Deus não nos abandona nunca e sempre está disponível quando nos recolhemos (interiormente) e nos conectamos com Ele, através dos bons sentimentos em forma de prece. A resposta será a ativação da intuição em mim ou em alguém,conhecido ou não, que surge e decide nos ajudar naqueles momentos difíceis.

Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, mostra que há três tipos de orientadores espirituais:

1. Espírito protetor : constitui um orientador principal e superior aos demais. Sua missão é a de guiar o seu protegido na senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida. Sua missão tem duração mais prolongada. Jamais abandona o seu protegido, apenas se afastam quando o tutelado não ouve seus conselhos.

2. Espíritos familiares: são orientadores secundários. Podem ser os Espíritos de nossos parentes, familiares e amigos. Seu poder é limitado e sua missão é mais ou menos temporária. Só atuam por ordem ou permissão dos Espíritos protetores.

3. Espíritos simpáticos: aqueles que se afinizam com nossas tendências. Por isto, podem nos inspirar boas ou más idéias, conforme forem os sentimentos com que os atrairemos. Esta relação espiritual está intrinsecamente ligada ao caráter do homem.

Em suma, cada ser humano está assistido de influência benéfica dos Bons Espíritos, emissários de Jesus junto aos terrenos. Depende de nós afastar os ainda maus Espíritos melhorando nosso procedimento perante a nós mesmos e ao próximo, conforme o Evangelho – amando ao próximo como a si mesmo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PATUAS DE PROTEÇÃO DO SEU ORIXÁ

Patuás de Proteção do seu Orixá



Através dos talismãs e patuás feitos para atrair o axé do seu orixá podemos adquirir grande proteção espiritual se forem seguidos os rituais corretos para abençoar o objeto e periodicamente realizar certas cerimônias para revalidar o seu poder.

Os patuás e talismãs para os orixás podem ser feitos a partir do momento que a pessoa consulta o Jogo de Búzios para saber quais são as entidades e orixás que a acompanham. Mas, nada impede que se faça um patuá consagrado a um orixá ou entidade que não seja da pessoa para alcançar determinada graça, fazendo trabalhos específicos para isso.



Principais Patuás dos Orixás
Patuás dos Orixás são grande escudo de proteção espiritual

Patuá de Exú:

Atrai energias positivas no amor e proteção para residências ou pessoal. Afasta inveja , olho gordo, e faz trabalhos específicos para problemas sexuais.

Patuá de Ogum:

Ogum é o senhor das causas impossíveis e nunca abandona seus filhos no campo de batalha, por isso seus patuás e talismãs nos protegem contra os perigos presentes nas ruas, nas estradas e nos assuntos mais difíceis de resolver. Especial para quem viaja muito, ou necessita cruzar caminhos difíceis em determinado momento na vida. Excelente para proteger carros contra roubos e acidentes.

Patuá de Cosme e Damião:

ajuda a proteger a família, os filhos, os bens construídos ao longo da vida. Muito bom também para proteger carros contra roubos e acidentes, assim como o patuá de Ogum.

Patuá de Oxum:

Para as mulheres que querem engravidar, ou tem problemas de saúde nos órgãos reprodutores. Para aqueles que buscam a riqueza, pois Oxum é a senhora da fortuna. Protege a saúde das crianças em geral. Para quem procura emagrecer ou engordar pode ser uma grande ajuda.

Patuá de Xangô:

Para aqueles que estão com problemas na justiça, com processos travados em tribunais, o uso de patuás na linha de Xangô pode auxiliar na abertura dos caminhos da justiça em sua vida.

Patuá de Omolu/Obaluaiê:

Poderoso senhor do qual dependemos para curar nossas doenças, os patuás de Omolu/Obaluaiê são indicados em qualquer problema de saúde ou cirurgias.

Patuá de Nanã:

Para aqueles que almejam a juventude eterna, os patuás feitos na linha de Nanã ajudam os que querem manter-se jovem por mais tempo.

Patuá de Yemanjá:

Para quem quer manter a família unida e a paz no lar os patuás de Yemanjá são ideais. Traz também abertura de caminhos na vida e prosperidade financeira, por isso renovamos anualmente nossos patuás de Yemanjá, principalmente na virada do ano, no reveillon.

Patuá de Oxalá:

Para quem está precisando de paz e tranquilidade pois a vida parece um campo de batalha, este é o patuá ideal. Traz pacificação de conflitos no casamento, no trabalho e na vida em geral, pois Oxalá é o orixá maior, o grande pacificador e juiz justiceiro! Senho de grandes causas, pois é o orixá mais poderoso do candomblé.

Patuá de Iansã:

Afasta eguns (almas de mortos) e tem grande poder contra obsessores e forças negativas em geral. Poderoso escudo contra trabalhos feitos contra nós. Afasta inimigos.

Mesmo aqueles que não acreditam em certas superstições mas preferem não passar debaixo de uma escada, ou evitam a qualquer custo quebrar um espelho sabem que carregar consigo determinados objetos pode trazer certa carga de energia proveniente daquele objeto (amuleto) ou conjunto de objetos (talismãs e patuás) criando uma proteção para carregar consigo por todos os caminhos que percorremos.

MAGIA DIVINA DAS 7 PEDRAS SAGRADAS

Pedras Mágicas e os Orixás




MAGIA DIVINA DAS 7 PEDRAS SAGRADAS

As pedras são elementos mágicos por excelência. Porém, sem conhecer seus fundamentos, de nada adiantará manipulá-las. Será pura perda de tempo e nada mais. Mas, um médium-magista que conheça o poder oculto do seu guia-chefe, exu, ou mesmo reino elemental regido pelo seu regente natural (Orixá ancestral), este sim poderá manipular as suas “pedras mágicas” afins e facilitar em muitos casos a ação de descarga ou mesmo cortar os efeitos (energias) de magias negativas.

A Umbanda já tem uma codificação que achamos ótima no item “pedras dos Orixás”. Mas ainda não é a codificação por excelência, pois um mesmo Orixá é o “senhor natural” de várias pedras. Portanto, não se limitem unicamente à codificação “astrológica” que já existe. Procurem nas “pedras afins” recursos mais amplos para a realização de trabalhos magísticos, ou de funda­mentação mágica de suas tendas onde praticam o mistério dos Orixás: a evolução.

Sim, porque a evolução só acontece com a espiritualização, e a Umbanda a acelera e conduz o médium até seu regente ancestral, que passa a atuar com mais intensidade na vida de seu filho natural ou filho de Fé.

O mistério das pedras é comum a todas as religiões e, quando se fala em pedra fundamental, está se referindo à pedra que sustentará uma obra, pois ela tem poderes mágicos. Quando um templo é projetado, o sacerdote lança sua pedra fundamental, à qual con­sagra com orações, invocações e men­ta­lização da divindade que será cul­tuada dentro dele depois de estar cons­truído. Toda religião tem seus rituais próprios e ocultos das massas curiosas. Muitas não admitem, mas que tem, isso tem.

Em religião, tudo é semelhante, ainda que não seja igual. Assim sendo, desde o passado, os pais no Santo, quando consagram um espaço material aberto ou fechado à manifestação dos Orixás, afixam nele um assentamento mágico fundamental coletivo, ou de todos os Orixás. Mas também assenta a sua pedra fundamental que tem cor­respondência com seu Orixá Regente, aquele que é quem o sustentará no decorrer de sua vida de sacerdote. Até seu Exu Guardião tem de ter sua pedra mágica fundamental em seu assenta­mento, para que possa resistir às in­vestidas energéticas do baixo astral.

A consagração das pedras mágicas fundamentais pertence ao próprio médium, sempre orientado pelo seu mestre pessoal (mentor) e por seu pai no Santo. Por isso não entraremos em detalhes dos assentamentos indivi­duais, pois eles mudam de médium para médium. Quanto aos assentamentos coletivos, a respeito destes comenta­remos como podem ser feitos, já que a maioria dos umbandistas desconhece como fazê-los, para que servem e como ativá-los ou desativá-los.

Vamos a algumas definições:



ASSENTAMENTO

Afixação de elementos condensa­dores de energias que são magneti­zados e recolhidos a um local fechado que serve como um ponto de forças e pára-raios de energias.

FUNDAMENTOS

Origem, identidade, base, alicerce, motivo, razão, justificativa.

PEDRA FUNDAMENTAL

Pedra da divindade que rege a vida do templo e é a base de sustentação dos trabalhos magísticos realizados pelos médiuns.

ASSENTAMENTO DE UM ORIXÁ

Afixação, em um local pré-esco­lhido e consagrado ritualmente, da pe­dra fundamental e de outros objetos magísticos, energéticos e magnéticos que foram imantados pelo Orixá e pos­suem seu axé ou força vital.

Com essas definições já podemos continuar no nosso assunto, que são as pedras mágicas.

Cada Orixá possui a sua e a imanta com seu axé, tornando-a ativa e capaz de irradiar energias elementais ou de absorver e neutralizar irradiações oriundas do baixo astral direcionadas contra o templo sob a sua guarda, evitando que elas se espalhem pelo espaço consagrado aos trabalhos espirituais, onde poderiam atingir os médiuns e perturbar as sessões de passes e consultas.

É preciso saber qual é a pedra do Orixá e consagrá-la em um ponto de forças da natureza afim com ele. Cada Orixá possui sua pedra fundamental, no entanto, como são muitos os Orixás, então recorremos àquelas afins com os regentes das Sete Linhas de Umbanda Sagrada. As sete linhas são estas:



Orixás Pedras correspondentes

Oxalá.……………………..Cristal de quartzo

Oiá..……………………… Quartzo fume rutilado

Oxum..…………………… Ametista

Oxumaré..…………………Opala

Oxóssi..……………………Esmeralda

Obá..………………………Calcedônia

Xangô..…………………….Pedra do sol

Iansã.………………………Citrino

Ogum……………………….Granada

Egunitá.…………………….Topázio

Obaluaiê…………………… Turmalina negra

Nanã Buruquê.………….. Rubelita

Iemanjá……………………..Zircão

Omulú………………………..Ônix Preto

sábado, 8 de outubro de 2011

YEMANJÁ CURIOSIDADES E SEUS SETE CAMINHOS



YEMANJÁ: CURIOSIDADES, FERRAMENTAS E SEUS SETE CAMINHOS

Yemanjá é um dos Orixás mais conhecidos e ao mesmo tempo, o que possui o maior número de informações desencontradas e algumas vezes, até mesmo controversas. Pesquisei em vários sites, li diversos livros, até revistas e impressos, e me impressionei como a cultura africana toma diversos aspectos diante da visão humana, e como perdemos algumas raízes ao adaptar os cultos e rituais. Tentei encontrar algumas informações novas.

O termo sagrado Yemanjá primitivamente era “YemanyArth”, sendo posteriormente fonetizado como Yemanjá. Recentemente, outros povos, inclusive os africanos ocidentais, fonetizaram este termo sagrado como YEOMOEJÁ, que no Brasil, trouxemos para Yemonja ou Yemoja. No rito Jeje é Abe, representada pela Estrela Guia; no rito Angola é Dandalunda ou Quissimbe.
Podemos dizer muitas coisas a respeito deste Orixá, mas tudo se resumiria em dizer: Orixá Mãe!. Yemanjá é conhecidíssima, respeitada e amada. É reverenciada por outros nomes tais como: Mãe d´água, Janaína, Iara, Sereia, Princesa do Mar, Marbô, Inaê, Mucunã, Rainha do Mar, Rainha das Águas, entre tantos outros.

É uma divindade muito popular no Brasil e em Cuba. Seu AXÉ é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas em alguidar enfeitados com ileke (colares) e lenços de suas cores. Podem ainda ser colocadas numa porcelana azul. Sete são as pedras que servem de base ao assentamento de Yemanjá. Cada pedra é um “fundamento”, a morada de um Orixá, e é acompanhada por outras em número correspondente à marca ou cifra que simboliza a divindade.

Os atributos (“ferramentas”) de Yemanjá são elaborados em prata, aço, latão ou chumbo, e são os seguintes: SOL (oru), LUA CHEIA (ochú), UMA ÂNCORA (dakoduro), UM SALVA-VIDAS (yika), UMA CANOA (okokeré) OU UM BARCO (oko), SETE RAMOS (alami), SETE AROS DE PRATA (bopa), UMA CHAVE (chileku) e UMA ESTRELA (irawo).

São ADORNOS EMBLEMÁTICOS desta Deusa, miniaturas de: Patos, peixes, redes, estrelas, cavalos marinhos, conchas, e tudo quanto as entranhas do mar criam.

Do seu ENXOVAL constam “marugas – acherá ou chaichá (espécie de maracá), sinetas (agogô), lenços, leques (são redondos e bordados com búzios e contas) e iruquerés (tipo espanta-moscas, conhecidos como “rabos”) enfeitados com contas azuis e brancas.

Yemanjá têm seus animais e pratos preferidos, mas todos os seus filhos devem conhecer aqueles de que todos os Orixás mais gostam e constituem seu “cardápio ritual”, pois estão obrigados a fazer oferendas a todos eles. “Um Santo não consente que, quando se dá de comer a ele, os demais não comam e, por cortesia, o Orixá principal da pessoa a quem se oferece uma comida é o último a quem se sacrifica e o último que come”. A Ela fazem-se oferendas de carneiro, pato e pratos preparados à base de milho branco, azeite, sal e cebola.

O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro e branco.

Diz-se na Bahia que há sete Yemanjás, mas em Cuba, Lydia Cabrera, dá sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos - “não existe mais do que uma única Yemanjá, uma só, com sete caminhos” – avantares.

São sete as “qualidades” (caminhos) de Yemanjá:

1. Yemanjá AWOYÓ:
A primogênita. A mais velha das Yemanjás e dos mais ricos trajes; usa sete saias para guerrear e defender seus filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; come carneiro e, quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se com Oxumarê, o arco-íris.

2. Yemanjá OKETÉ (OGUTÉ, OKUTÍ ou KUBINI)
É a guardiã de Olokum. A do azul pálido (claro), está nos arrecifes da costa (porteira de Olokum). Encontra-se tanto no mar, no rio, na laguna, quanto na mata. Yemanjá, nesta qualidade, é mulher do deus da guerra e dos ferros, OGUM. Come (recebe sacrifícios) em sua companhia e os aceita tanto no mar quanto no matagal. Quando guerreia leva pendentes da cintura o facão e as demais ferramentas de Ogum. Ela trabalha muito, é severa, rancorosa e violenta. É uma temível amazona.

3. Yemanjá MAYALEO ou MAYELEWO:
Mora nos bosques, em um pequeno poço ou manancial, que sua presença torna inesgotável. Nesse caminho, assemelha-se à sua irmã Oxum Ikolé, porque é feiticeira. Tem estreitas ligações com Ogum. Tímida e reservada, incomoda-se quando se toca o rosto de sua iaô e retira-se da festa.

4. Yemanjá AYABÁ ou ACHABÁ
Nesta qualidade, Yemanjá é perigosíssima, sábia e muito voluntariosa. Usa no tornozelo uma corrente de prata. Seu olhar é irresistível e seu ar é altaneiro. Foi mulher de Orunmilá, e Ifá sempre acata sua palavra. Para ouvir seus fiéis costuma ficar de costas. Suas amarrações jamais podem ser desatadas.

5. Yemanjá KONLÉ ou KONLÁ:
A da espuma. Está na ressaca da maré; enreda e envolta em um mato de algas e limo. Por ser navegante, vive nas hélices dos barcos.

6. Yemanjá AKUARA:
A das duas águas – Yemanjá na confluência de um rio. Ali encontra-se com sua irmã Oxum. Mora na água doce, gosta de dançar, é alegre e muito correta; Não pratica malefícios. Cuida dos doentes, prepara remédios, amarra abicus.

7. Yemanjá ASESU:
É a mensageira de Olokum, a da água turva, suja. Muito séria e trabalhadora.; vai no esgoto, nas latrinas e cloacas. Recebe suas oferendas na companhia dos mortos. É muito lenta em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas do pato a ela sacrificado, e caso se engane na conta, começa de novo e essa operação se prolonga indefinidamente.


A Linha de Yemanjá, também chamada de linha do POVO DO MAR ou POVO D'ÁGUA, se apresentam na Umbanda na forma de caboclas; gostam de trabalhar com água do mar ou água com sal grosso, Perfumes e espelhos (elementos que também servem para uma oferenda para as entidades no nível de protetoras e não no nível de guias e orixás). Fazem uso da mecânica de incorporação emitindo sons que são verdadeiros mantras que são confundidos por lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada impede que médiuns homens trabalhem com essas entidades pois todos tem o equilíbrio dentro de si.

O Orixá Ancestral é representado no planeta Terra (no plano físico e astral) pelos 7 “Orixás Menores”. Na Vibração de Yemanjá são: Cabocla YARA; Cabocla ESTRELA DO MAR; Cabocla DO MAR; Cabocla INDAYÁ; Cabocla INHASSÃ; Cabocla NANÃ-BURUCUN; Cabocla OXUM. Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS de Yemanjá: Caboclo DO MAR; Cabocla CINDA; Cabocla 7 LUAS; Cabocla JUÇANÃ; Cabocla JANDIRA e outros. Ainda dentro da Hierarquia Sagrada, logo abaixo, temos os PROTETORES. Dentre eles citarei: Cabocla LUA NOVA; Cabocla ROSA BRANCA; Cabocla DA PRAIS; Cabocla JACY; Cabocla CaboclaDA CONCHA DOURADA; Caboclo 7 CONCHAS e outros.

NUNCA DEVEMOS ESQUECER QUE: Yemanjá é sensível às atenções ou bondades que se dispensam espontaneamente a seus filhos, e também aprecia e recompensa aqueles que são respeitoso e lhe demonstram consideração. Em todos os momentos graves, os Orixás pedem conselhos a Yemanjá, a Deusa progenitora, muito sábia e dona do mais precioso dos princípios vitais.

Iá nlá, Iyá Oyibó, Iyá erú, Iyá, mi lánu...

COMPLEMENTANDO INFORMAÇÃO ACIMA
Qualidades de Yemonjá

São 16 as qualidades, QUE na realidade "não são qualidades", cada uma é um orisá individual (independente) da outra.

EWO (PROIBIÇÕES):

Azeite de dendê, sal por ser orisá odo ( água doce).

ASDGBA OU SOBA - é a mais velha manca e rabugenta, gosta de fiar seu cristal, comanda caçadas mais profundas do oceano, afinidade com Nana não se dá etu. Veste branco ou vestes sem branco.

OGUNTÉ - Pela hierarquia é a Segunda, considerada nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogun ferreiro e mãe de Ogum Akorô e Osossi, veste branco e azul, em cima do okutá pode levar em vez do abebê, miniatura de um facão.

YA SESSU - Além do assentamento, tem que se assentar Osun e Obaluayê, no seu assentamento leva corais e 8 conchas brancas, veste branco.

IYAMI ODO - tem aproximação Osum e Yemohjá, água doce sendo muito feminina e vaidosa.

A OYO - benéfica, muito feminina, saudada na cerimônia do padê, veste branco, rosa e azul claro.

IYWEA - igual a Ewa não tem ligação com santo nenhum.

IYEMOYO - ligação com Osalá, fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça.

IYA SUSSURE - ligada à gestação

São sete conhecidas e seus nomes diferem conforme região:

1) Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé)
2) Yemoja Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá)
3) Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)
4) Yemoja Tuman/Aynu/Iewa
5) Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré)
6) Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô)
7) Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)

Alimentos:
Ekó, isú, abado min. (arroz), obi, orobô.
Bichos:
(agbo) carneiro, odá (bode castrado), euré, cabara, ajapá, adie.
Coquem não é aconselhada pra qualquer qualidade, toda comida é feita sem sal, tempero: azeite doce e mel.

MAIS SOBRE yEMANJÁ...........

YEMANJÁ
São 16 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver concenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros.

Yemanjá Asdgba ou Soba: É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.

Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.

Yemanjá Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.

Yemanjá Ataramogba ou Iyáku: Vive na espuma da ressaca da maré.

Yemanjá Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.

Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.

Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo: É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.

Yemanjá Konla: O seu mito conta que ela afoga os pescadores.

Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo: Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.

Yemanjá Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.

Yemanjá Ogunté: Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.

Yemanjá Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.

Yemanjá Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.

Yemanjá Saba: Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.

Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure: Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.

Yemanjá Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SR.PANTERA É EXÚ OU CABOCLO?



No rico universo místico da Umbanda, existem entidades pouco conhecidas e estudadas. Com o tempo, é natural que algumas delas sejam esquecidas por nós. Uma delas é Pantera Negra, celebrado por uns como caboclo e por outros como exu.

Seu Pantera era mais conhecido pelos umbandistas de antigamente, quando muito terreiro era de chão batido, caboclo falava em dialeto, bradava alto e
cuspia no chão.

Nas sessões ele comparecia sempre sério, voz de trovão, abraçando bem apertado o consulente que atendia. Não gostava muito de falatório, queria
mesmo é trabalhar.

O tempo foi passando e raramente o encontramos nos centros, tendas e outros agrupamentos de nossa Umbanda. Aonde terá Seu Pantera ido?

O falecido Pai Lúcio de Ogum (Lúcio Paneque, de querida memória), versado
nos mistérios da esotérica Kimbanda, que se diferencia da popular Quimbanda e está distante da vulgar Magia Negra, dizia que Pantera Negra era chefe de uma Linha de Caboclos que atuam na Esquerda.

Estes caboclos, explicava Pai Lúcio, eram espíritos oriundos de tribos
brasileiras muito isoladas e desconhecidas, ou de tribos das ilhas do
Caribe, Venezuela, México e mesmo dos Estados Unidos.

Índios fortíssimos, arredios e alguns até brutos, as vezes gostam de marcar
seus “cavalos”, ordenando que coloquem na orelha uma pequena argola e no
braço uma espécie de pulseira de ferro.

Ainda costumam receber suas oferendas em encruzilhadas na mata, na
vizinhança de uma grande árvore. Podem ser assentados em potes de barro com ervas especiais, terra de aldeia indígena e outros elementos secretos, que são consagradas por sacerdotes iniciadas nos mistérios destes espíritos.
Pai Lúcio ainda dizia, que a maioria dos médiuns destes caboclos são homens.

Os mais conhecidos, além de Pantera Negra, são : Caboclo Pantera Vermelha, Caboclo Jibóia, Caboclo Mata de Fogo, Caboclo Águia Valente, Caboclo Corcel Negro e Caboclo do Monte.

Alguns irmãos umbandistas conhecem estes trabalhadores astrais, com o nome de Caboclos Quimbandeiros.

Pantera Negra aparece como caboclo e exu, mesmo fora da Umbanda. Na região Sul do Brasil, principalmente, o encontramos dentro de um grupo muito especial, chamado de Caboclos Africanos.

Ali ele se manifesta com o nome de Pantera Negro Africano, ao lado de
Arranca-Caveira Africano, Arranca-Estrela Africano e Pai Simão Africano,
entre outros. A maneira de atuar destes entes é muito parecida com a dos
Caboclos Quimbandeiros, sendo confundidos com frequência.

Alguns adeptos e médiuns que trabalham com estas entidades, acreditam que é o mesmo Pantera.

Porém Seu Pantera Negra vai além. Seu culto é encontrado nos Estados Unidos e no Caribe, como tive a oportunidade de conhecer, dentro do Xamanismo Nativo, Santeria Cubana (ou Regla de Ocha) e Palo Monte.

Lembro de David Lopez, um santero de Porto Rico. Quando ele fez dezesseis
anos, sua tia, Dona Carita, o levou a uma festa de Orixá e ali ele desmaiou.
Aconselhado por um babalawo, David resolveu fazer o santo. Antes da
iniciação para seu Orixá, como de costume no Caribe, foi celebrado um ritual em honra aos ancestrais (eguns). Na celebração, incorporou em nosso amigo um espírito de índio bravíssimo… Batia muito no seu magro peito e
vociferava como se estivesse em uma guerra. Quando foi pedido o seu nome,disse o indígena: sou Pantera Negra!

Vi o mesmo tipo de transe aqui no Brasil, em raros médiuns de Seu Pantera,
como o querido irmão Mário (Malê) de Ogum, sacerdote umbandista.

No Haiti ele é conhecido como Papa Agassou (Pai Agassou) e aparece como uma negra pantera e não mais como índio.

A tradição considera que ele veio da África, da região do antigo Dahomé,
onde era celebrado como totem e protetor da Casa Real. O primeiro nobre
desta linhagem, contam os mais velhos, foi um homem-fera, pois tinha pai
pantera e mãe humana.

Agassou é muito temido, pois é profundamente justo e não perdoa os fracos de caráter. Poucos médiuns conseguem suportar a incorporação dele ou de outros espíritos da família das panteras. É necessária muita preparação, firmeza de pensamento e moralidade. Do contrário, e isto realmente acontece, o médium começa a sangrar muito durante a incorporação. É terrível.

Em outras ilhas do Caribe, também encontramos seguidores de Pantera Negra..

Alguns o invocam como espírito indígena e outros como uma força africana,
meio homem, meio felino.

No Brasil, ouvi as mesmas recomendações de pessoas que cultuam ou trabalham com Pantera Negra. Pai Lúcio me disse, que os aparelhos de Seu Pantera não costumavam beber, falar demais ou serem covardes. Eram disciplinados,verdadeiros guerreiros modernos.

Em certos rituais de Pajelança Cabocla, podemos ouvir o bater incessante do
maracá e o chamado do pajé, que canta:

*YAWARA Ê!*

*YAWARA Ê!*

*HEY YAWARA,*

*YAWARA PIXUNA,*

*PIXUNA Ê, YAWARA,*

*YAWARA, YAWARA!*

Yawara Pixuna, quer dizer Pantera Negra. Alguns traduzem como Onça Negra. O canto acima, pode ser utilizado para afastar espíritos maléficos, que fogem ao ouvir este nome mágico.

Caboclo ou Exu, Pantera ou Onça, brasileiro ou estrangeiro, ele é mais um
mistério que Zambi animou. O tempo passa, mas Pantera Negra ainda persiste.

SALVE PANTERA NEGRA!

*Edmundo é Teólogo especialista em religiões Afro-Caribenhas,*
*o que é fruto de uma vida dedicada ao estudo superior e livre das religiões.*
*Este conteúdo faz parte do curso que **Edmundo vai ministrar sobre o universo da Kimbanda.*

PREVISÕES E PROFECIAS SOBRE O FIM DO MUNDO EM 2012


Belíssima Obra com ilustração do médico francês Michel de Nostradamus na Provença
(Desconhço Autoria)

CONHECENDO NOSTRADAMUS - O PROFETA
Um dos mais conhecidos profetas e astrólogo foi Nostradamus, que nasceu com o nome de Michel de Nostradamus na Provença (França), na tarde do dia 14 de Dezembro de 1503, uma quinta-feira. Aprendeu astrologia e astronomia (que na altura eram apenas uma mesma disciplina) com o avô materno e recebeu treino médico.

Os seus dons da profecia tornaram-se evidentes perto dos trinta anos . Nostradamus desenvolveu-os e começou a registar as suas previsões numa obra em que trabalhou durante quatro anos. Publicados em 1555, as suas profecias atraíram imediatamente as atenções; segundo o seu biógrafo, Chavigny «tornaram-se o assunto de conversa da Europa Ocidental». As previsões são enigmáticas, cheias de trocadilhos e anagramas e não se encontram por ordem cronológica, saltando no tempo e nos assuntos. Mas Nostradamus deu as datas de algumas profecias.

Previu, por exemplo, a grande praga de Londres (1664-65) como «a grande praga da cidade marítima»;o grande incêndio de Londres (1666); a batalha de Waterloo e o exílio de Napoleão para a ilha de Santa Helena (1815); e a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

PROFECIAS DE NOSTRADAMUS
Nostradamus realmente profetizou guerra no ar e parece ter tido claras visões de combates aéreos, com pilotos em cabinas de certo modo semelhantes a porcos e usando contacto via rádio, tal como podemos ler na quadra 64 do século 1.

Eles acharão que viram o sol durante a noite,
Quando o meio-homem,
meio-porco será visto,
Ocorrerão barulhos, cânticos, batalhas no céu
E ouvir-se à a voz de bestas animalescas.

Futuristas ainda hoje na sua descrição do que pode perfeitamente ser uma série de ataques nucleares, no auge de um novo poder do Anticristo, tal como pode ver-se nos primeiros três versos da quadra 41 do Século 2.

A grande estrela brilhará durante sete dias,
E uma nuvem fará aparecer dois sóis,
O grande cão uivará durante toda a noite...

PREVISÕES PARA 2012-Michel de Nostradamus na Provença
Nostradamus, 2012 e a febre do fim dos tempos
por Bruno Fiuza

Conforme o ano de 2012 se aproxima, místicos do mundo inteiro correm atrás de pistas deixadas por civilizações e profetas do passado explicando como será o fim dos tempos. Embalado por essa febre, o History Channel decidiu preparar uma programação especial dedicada ao Juízo Final. A “Semana do Armageddon”, que começa hoje e vai até o próximo sábado, dia 7, é um prato cheio para todos aqueles que já são fascinados pelo tema ou para os que querem entender por que, para alguns, a humanidade parece estar correndo rumo à linha de chegada.

Ao longo de toda a semana diversas teorias sobre o fim da vida no planeta serão apresentadas e analisadas, como o dos supostos códigos secretos contidos na Bíblia que revelariam detalhes sobre o apocalipse. A maratona, no entanto começa com a exibição, nessa segunda-feira, de um documentário que consegue reunir já no título duas das maiores vedetes do fim dos tempos: Nostradamus 2012. O programa de uma hora e meia de duração se propõe a mostrar como várias tradições proféticas de diversas culturas convergem para apontar o dia 21 de dezembro de 2012 como o último dia de nossas vidas. E mais: segundo o documentário, todos os sinais das civilizações antigas estariam respaldados pelo maior profeta de todos os tempos... o próprio Nostradamus!

Segundo os estudiosos ouvidos pelo History Channel, no dia 21 de dezembro de 2012 o sol nascerá alinhado com o centro da Via Láctea, um acontecimento astronômico único que só se repete a cada 26 mil anos. Tal evento seria acompanhado por uma onda de violentas transformações no planeta, que poderia levar à extinção da vida na Terra ou ao início de uma nova era para a humanidade, dependendo da interpretação.
Na verdade, a tese do alinhamento galáctico não é nenhuma novidade para os fãs do apocalipse. Ele estaria previsto no calendário maia, que se encerra justamente no dia 21 de dezembro de 2012. A grande novidade apresentada pelo documentário é a suposta sincronia entre as previsões dessa civilização pré-colombiana e as profecias de Nostradamus.

O suposto documento que prova a convergência entre as previsões dos maias e do profeta francês é uma série de sete desenhos que ilustram aquele que é apresentado como o “Livro perdido de Nostradamus”. Segundo alguns pesquisadores ouvidos pelo History Channel, tais ilustrações fariam claras referências ao alinhamento galáctico previsto pelos maias.

O problema é que, como explicou a História Viva um dos entrevistados do documentário, esses desenhos provavelmente não foram feitos por Nostradamus. John Hogue, pesquisador independente das profecias do médico francês afirma que na época em que teria supostamente feito tais desenhos, Nostradamus já sofria de uma artrite aguda que o impedia até mesmo de escrever. Além disso, Hogue afirma que não há registros de que Nostradamus tenha desenhado durante sua vida. Diante de tais evidências, Hogue acredita que tais imagens sejam obra do filho de Nostradamus, César, que foi um bem-sucedido pintor de retratos.

A revelação feita por Hogue pode ser uma ducha de água fria para os amantes das profecias do fim do mundo, mas ele mesmo faz questão de esclarecer que o fato de não haver referências ao ano de 2012 na obra original de Nostradamus não diminui a importância do momento histórico em que vivemos.

Segundo ele, 2012 é uma data estritamente relacionada ao calendário maia, mas as profecias de Nostradamus mostram claramente que o planeta passa hoje por um período crucial de transformações. A única divergência de Hogue em relação aos outros pesquisadores ouvidos pelo programa é que, para ele, as grandes mudanças que já estamos vivendo fazem parte de um processo muito mais amplo que não se resume a uma data específica.
Hogue explica que, quando o sol passa de uma constelação para outra, inicia-se um novo ano cósmico de dois mil anos de duração. Segundo o pesquisador, nós acabamos de entrar em um novo ano cósmico, já que 2009 marca o início da era de aquário. Tal fato provaria que já estamos vivendo esse período de grandes transformações, marcado pelo fim de um ciclo e o início de outro.

Segundo Hogue, ao contrário do que muitos acreditam, 2012 não será o fim dos tempos, mas sim um novo passo decisivo em um amplo processo de mudanças que deverá se estender pelo menos ao longo dos próximos 36 anos. Apesar de discordar dos demais estudiosos do apocalipse em relação ao significado de 2012, Hogue está plenamente de acordo com os que vêem no atual momento histórico uma época de provação para a humanidade.

Assim como os demais entrevistados do documentário, Hogue acredita que a série de turbulências pelas quais o planeta está passando atualmente está longe de ser uma coincidência. E, aí sim, ele encontra amplo respaldo nas profecias de Nostradamus para mostrar que a convergência de aquecimento global, crise financeira mundial, multiplicação de guerras e tragédias naturais, instabilidade no abastecimento de alimentos e escassez de recursos naturais não é uma mera coincidência.

Segundo ele, o que as profecias de Nostradamus e de diversas outras culturas mostram é que a humanidade está diante de uma encruzilhada, que vai obrigar cada um de nós a fazer uma opção: seguir no mesmo caminho e caminhar de fato para a extinção da raça humana, ou começar a estabelecer desde já uma outra relação com a natureza, com nossos semelhantes e com o planeta em geral, capaz de inaugurar uma nova era de harmonia entre os povos. No fundo, toda a inquietação em torno do fim do mundo tem a ver com isso. E, por mais fantasioso que o documentário Nostradamus 2012 possa parecer em determinados momentos, ele possui a grande virtude de chacoalhar o telespectador com esse alerta incontornável.

A Profecia Maia de 2012 - O Fim do Mundo

A Profecia Maia (Fim do Mundo em 2012 - Documentário - Vídeo)
Dezembro de 2012 marca o fim de um ciclo definido pelo calendário Maia. Muitos acreditam que isso se traduzirá em desastres e cataclismas naturais - algo muito próximo da concepção cristã do Juízo Final. Outros acreditam que essa data marcará o fim da ênfase materialista da civilização ocidental. De qualquer modo, as especulações sobre a natureza dessa previsão estão se aproximando cada vez mais da ciência, mais particularmente das transformações que ocorrem ciclicamente com as irradiações solares.
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MAIS SOBRE 2012: Tempo do Apocalipse (O que está por vir?)
Ocimar Barbosa

"Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro..."
(Zacarias,13:9)

A expectativa de acontecimentos dramáticos no futuro tem dado margens para debates e controvérsias, sendo assim, o mundo já tem até uma data definida para esses terríveis acontecimentos, de acordo com os artigos dispostos na rede mundial de computadores: 2012, o ano do "fim dos tempos", com o desaparecimento de 3/4 da população mundial.

Há, todavia, uma coincidência entre os registros presentes em todas as religiões, tradições, profecias de místicos e agora também a ciência, que estuda a probabilidade de que uma catástrofe universal possa estar a caminho.

Por que as autoridades mundiais criariam um banco de reserva de sementes nas geleiras das ilhas norueguesas de Svalbard, no Ártico, se não estivessem prevendo alguma ocorrência para breve? Esse banco deverá abrigar 4,5 milhões de sementes, e foi inaugurado em fevereiro de 2008. É denominado "caverna do juízo final" ou a Arca de Noé.

Claro que tem muita bobagem, desinformação científica e misticismo, espalhados por quase dois milhões de sites sobre o assunto, mas há também algumas indicações sérias de que algo estranho está no "ar".

Pesquisadores vêm anunciando que, após dramáticos fenômenos cataclísmicos que estão prestes a assolar a face da Terra, esta vai apresentar uma nova geografia. Isso não sem causar a perda de bilhões de seres humanos.

Um documentário no History Channel despertou a atenção de muitos para a profecia da civilização Maia. Sem a tecnologia que nossa civilização possui em tempos atuais, esses povos foram capazes de prever com exatidão (estudos atuais comprovam) uma grande efeméride astronômica em que o Sol, a Terra e a Lua estarão alinhados com o centro da Via Láctea em 21 de dezembro de 2012.

Várias civilizações falam de uma destruição quase que total da atual humanidade, com coincidências de informações, inclusive relativas à textos bíblicos. As versões são diversas: alinhamento galáctico, aproximação de um astro (cometa, Planeta X, estrela anã-marron, etc).

Místicos e espiritualistas afirmam que tais acontecimentos são processos de uma escala na evolução humana e que a humanidade deverá dar um salto quântico em sua trajetória, passando da 3º para a 4º dimensão. Mas esse número de pessoas seria restrito.

Profecias dos povos
Civilizações falam de uma destruição total da atual humanidade que ocorre de tempos em tempos e esperam para breve uma nova transformação. Nos registros de todos os povos há coincidências de informações, inclusive apresentando características similares à trechos no Antigo e Novo Testamento.

O ano de 2012, aliás, é o preferido das profecias em todas as religiões e civilizações. Para os povos polinésios chamados Maoris, no ano de 2012, o "véu vai cair", significando o fim da barreira que separa o mundo espiritual do físico. Isso só poderia ocorrer, com uma alteração dimensional.

O assunto é tão atraente para o público internauta, que em 5 de maio de 2008 havia 1.100.000 (um milhão e cem mil) sites na rede internet, falando sobre o assunto "2012 end". Quatro dias depois, no dia 13, há eram 1.580.000.

Os Maias assombram o mundo até hoje com uma profecia que prevê o fim do tempo atual no calendário deles e, em conseqüência, na contagem no calendário que conhecemos. Esse fim de era tem data prevista por eles: Sábado, dezembro de 2012. Após, um fenômeno de âmbito universal, começaria o "tempo fora do tempo". Isso representa, de acordo com a profecia, uma transformação planetária, mas não o fim da vida no planeta.

Segundo ainda o Calendário Maia, no solstício de Inverno, 21 de Dezembro de 2012, a Terra passará por uma espécie de transformação em sua crosta, e isso será catastrófico para quase todos os seres vivos. O acontecimento seria tão apavorante que o mundo que conhecemos hoje desaparecerá para dar lugar à "outra" Terra, com nova geografia.

A nova geografia da Terra após o "fim"
Curiosamente, até já estão sendo desenvolvidos novos mapas da geografia terrestres após as alterações físicas que supostamente ocorrerão. Especula-se que a Europa e a América do Norte sofrerão um deslocamento de milhares de quilômetros em direção ao Norte, e seu clima se tornará polar.

Gordon Michel Scallion, que diz ter a capacidade de antever o futuro, é um dos mais populares na atualidade. Fatura horrores com a venda de um mapa do que seria a nova geográfica do planeta após a destruição universal que supõe, ocorrerá em 2012.
Em seu mapa, o Vale do Paraíba também ficará submerso.

Nos anos 40, o paranormal norte-americano Edgar Cayce fez várias previsões sobre profundas transformações sobre a face da Terra, e com outros pesquisadores, chegou à conclusão que o planeta deverá enfrentar um grande cataclisma em breve. Cayce previu que a Atlântida ressurgirá das profundezas das águas e que a América do Norte e Japão desaparecerão por completo.
Com o desaparecimento da América, desapareceria a corrente do Golfo o que levaria uma "era do gelo" até o norte da Europa e os países da Grã-Bretanha.

Uma nova era glacial
Um dos acontecimentos do passado remoto do planeta que mais intrigam a comunidade científica é a alteração climática abrupta. Esse fenômeno ocorre em períodos de milhares de anos e teria ocorrido pela última vez, provavelmente por volta de 10.000 a 12.000 anos atrás. Nós o conhecemos como "era do gelo"

Tal período na pré-história é conhecido como Holoceno e durante essa era houve uma extinção em massa da fauna. Na Sibéria foram encontrados mamutes congelados em perfeito estado de conservação, estando eles em pé e com capim na boca, o que leva a crer que houve uma queda instantânea de temperatura, provavelmente em 100 graus negativos em questão de minutos.

Alguns geólogos afirmam categoricamente que a Terra está passando pelo fim de um ciclo de 11.500 anos e que esse período será fechado com uma nova glaciação. Segundo esses cientistas, é o limiar de uma era e com ela, já é de conhecimento dos governantes mundiais que uma hecatombe universal já se mostra claramente, através de fenômenos indicativos como tsunamis, alterações climáticas, furacões e terremotos.

Cerca de 18 terremotos foram registrados anualmente no mundo. Até o Brasil está experimentado essas atividades sísmicas assustadoras. Alterações climáticas no Sul do País seriam então causadas por esse enfraquecimento do magnetismo terrestre e causam alterações climáticas, a exemplo do que ocorre em Santa Catarina.

Anomalias magnéticas
Um campo magnético envolve o Planeta Terra e nada funcionaria ou viveria sem ele no mundo, nem pessoas, nem bichos, nem aparelhos eletroeletrônicos. É esse campo eletromagnético que protege o planeta contra as radiações solares e é por ele que uma bússola indica sempre a posição do "norte".

Mas esse "norte" nem sempre esteve onde hoje está!

E por que os governos estariam silenciosos? Essa é a pergunta dos que crêem piamente nessas transformações. Boatos existem, estão espalhados em milhares de sites na Internet, e fomenta os mais diversos sentimentos e conclusões. O fato é que estranhas anomalias vem acontecendo no planeta e prova disso são os distúrbios magnéticos cada vez mais presentes.

Ainda não há explicações plausíveis sobre o que está acontecendo com as abelhas que desaparecem repentinamente. Como se sabe, insetos e animais são especialmente se utilizam do campo magnético da Terra, no entanto, "algo" vem alterando esse processo natural, fazendo com que baleias e pingüins percam-se em praias distantes de seus habitats.

Pesquisadores da área geológica tem a convicção de que o centro da Terra seja um núcleo composto de ferro fundido. Dentro desse centro, correntes elétricas existentes em seu núcleo de ferro é que criam o campo magnético do planeta, uma espécie de "dínamo".

A ciência anuncia
O cenário apocalíptico está preparado com a inversão da polaridade no planeta, e confirmando-se essa alteração, cientistas descobriram que está ocorrendo o enfraquecimento do campo magnético terrestre. Isso é o aviso de que em breve, a Terra pode parar de girar e em seguida promover a inversão do sentido da rotação bem como a inversão dos pólos magnéticos. Com isso, o caos seria total.

Explicando melhor esse processo: estudos científicos comprovam facilmente que, de tempos em tempos, ocorre a inversão de polaridade do planeta. Em consequência disso, a Terra "tomba" no espaço, isto é, realinha-se.
Par alguns, o motivo seria um alinhamento galáctico, em que o nosso Sol passa por sua magnitude de intensidade no seu magnetismo. Para outros, as anomalias seriam causadas pela aproximação periódica de um enorme corpo celeste que tem uma órbita errante. Seu retorno causaria alterações em todo o Sistema Solar.

O fato é que o campo magnetizado do planeta é criado devido à presença de partículas de ferro no magma de Terra, formando um tipo de geodínamo que gira e leva junto a camada superficial mais fina do planeta, ou seja, a sua crosta que tem pouca espessura em relação ao seu núcleo.

Embora o planeta tenha solidez em sua crosta, essa camada é fina e praticamente bóia sobre a movimentação líquida de seu interior. Há períodos, porém, em que esse núcleo planetário passa a girar no sentido contrário, o que já poderia estar acontecendo.
Em determinado momento, a Terra então pára de girar durante um período, e retorna o seu movimento em sentido contrário, alterando tudo o que está em sua superfície.
Após isso, o Sol reaparece, nascendo no poente.

Em matéria publicada pelo jornal "Sunday Times" de Londres, o cientista Nils Olsen e sua equipe do Centro de Ciência Planetária da Dinamarca anunciaram que o mundo está em vias de passar por dramáticas mudanças, pois que seria iminente a inversão dos pólos magnéticos da Terra. O anúncio está fundamentado na descoberta de grandes buracos no campo magnético do planeta, no Ártico e no sul do Atlântico.

Ciência e religião concordam?
"E logo depois da tribulação daqueles dias, escurecer-se-á o sol, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potestades do céu serão abaladas. E então aparecerá o sinal do Filho do Homem no céu, como o relâmpago que sai do oriente e se mostra até o ocidente".
(Mateus, cap.24,v.27:)

Os egípcios acreditavam na vida cíclica da Terra e uma periódica renovação. No Tibete, 2012 seria o ano em que reaparecerá a cidade fantástica de Shamballla, que para eles, fica entre o plano físico e espiritual e é a morada dos grandes mestres, heróis e avatares.

Estudiosos, religiosos, místicos e não-místicos afirmam ver registros dessa hecatombe em códigos da Bíblia através de frases como "cometa", "Dia do Senhor", Três dias de trevas", "atribulações", "Terra aniquilada", e "2012".

Segundo vários videntes da igreja católica, atribui-se a "Maria, Mãe de Jesus", a vinda em 2012 de um cometa que se chocará ou passará perto, e que novas terras surgirão do fundo do mar. Será um período de trevas, onde as pessoas devem ir se preparando com reservas de alimentos e água. As profecias católicas dizem que serão três dias e três noites em que o Sol não nascerá e ninguém deve sair de casa. Após esse período, o Sol nascerá no oeste e não no leste como agora.

No Espiritismo, espera-se um momento onde haverá desencarne em grande número, o que é chamado por eles de "Resgate Coletivo". O médium Chico Xavier alertava que essas coisas ocorreriam quando se aproximasse do Sistema Solar um astro (Planeta Chupão ou Astro Higienizador) que causaria a extinção de quase toda a população do nosso mundo devido à seu forte magnetismo.

O profeta Michel de Nostradamus também fez várias previsões sobre a chegada de um corpo celeste que alteraria o magnetismo dos planetas do Sistema Solar, causando cataclismos.

"Aparecerá no céu, no norte, um grande cometa".
(Nostradamus, Cent.,II,43)

"A Lua, devido ao novo corpo celeste, aproximar-se-á da Terra e seu disco aparecerá 11 vezes maior que o Sol, o que provocará maiores marés e inundações".
(Nostradamus, cent.IV, q.30 )

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IYÁ MI ONYRÁ


IYÁ MI ONYRÁ
Existia nas terras de Irá, uma linda moça chamada Onira(senhora de Irá),ela sempre comandava seu povo com sabedoria.Mas,ela tinha um grande problema: Adorava lutar e se sentia bem em matar seus inimigos.Onira era descontrolada quando tinha em punho sua adaga de guerra.Certo dia enlouqueceu de vez,chegou a um vilarejo e matou todos que alí encontrou.Os sábios da cidade de Irá resolveram procurar Oxalá para que ele na condição de Rei ,mandasse que Onira parasse de matar.
Onira recebeu o recado que Oxalá queria vê-la e foi até Ilê Ifé (palácio de Oxalá).Chegando lá Oxalá assustou-se pois as roupas de Onira eram vermelhas de tanto sangue de suas vítimas. Ela ajoelhou-se e perguntou o que o grande Rei queria. Oxalá mandou que trouxessem uma grande quantidade de Efun (seu pó branco sagrado).Pegou seu pó e jogou sobre Onira. Na mesma hora suas vestes de cor vermelha, tornaram-se rosa por causa da mistura do pó branco com o sangue. Ele ordenou que Onira não mataria mais ninguém, e que ela jamais vestiria vermelho em publico. Que rosa seria sua cor. E já que ela era uma moça tão quente, que fosse morar nas águas junto a Oxum.
E lhe disse:
Onira minha filha, és uma moça tão bela,tão doce, por que matas?
Sinto-me bem quando tiro a vida de alguém, mais sei que isso não é certo.
Foi então que Oxalá teve uma idéia.
Já qeu você gosta de lidar com a vida e com a morte,você terá junto com Oyá o domínio sobre os Eguns.Não tirarás mais a vida de ninguém, apenas irá conduzir os que já se foram.
Está certo Oxalá, seu desejo será realizado mas não tire de mim minha adaga
Pode deixar, mais agora vá morar na cachoeira com Oxum.
Onira obedeceu a Oxalá, foi morar na cachoeira. Chegando lá Oxum ria e debochava dela, mais resolveu ser sua amiga. Porém Onira muito mal humorada, não queria papo. Até que um dia ela adormeceu sobre uma pedra, as águas da cachoeira subiram e Onira estava morrendo afogada, Oxum vendo o que estava acontecendo, mergulhou e foi salva-la, chegando lá Onira estava quase morta. Oxum resolveu fazer um feitiço e na mesma hora Onira reviveu e transformou-se em uma espécie de lava que lava, que correu rio a fora. Onira transformou-se em um rio de fogo. Oxum pensou que Onira havia morrido, chorou por horas, sem saber o que diria a Oxalá já que ele a incubiu de tomar conta da moça atrevida. Foi então que surgiu uma borboleta linda de cor salmão com tons alaranjados, que voava ao redor de Oxum. Ela tentou pegar a borboleta que voou para dentro da floresta. Oxum seguiu a borboleta que parou em frente a uma árvore e tomou a forma da linda Onira. Oxum não acreditava no que via, e Onira lhe disse:
Por que choravas minha amiga, estou aqui viva, e graças a você!
Graças a mim porquê Onira? Eu não fiz nada.
Na hora que eu estava morrendo vocÊ fez um feitiço e dividiu comigo todo seu encanto, agora sou uma NINFA(mulher encantada),assim como você, tenho poderes de transformação. Posso ser um RIO de FOGO nos meus momentos de ira, posso ser um BÚFALO quando eu quiser ficar sozinha, e me transformo na mais bela BORBOLETA quando estiver feliz. E Onira foi até Oxalá lhe contar o que havia acontecido, ele ficou feliz mais sabia que toda esta mudança jamais acalmaria Onira, e que por dentro ela ainda seria aquela guerreira incansável. Mandou então que ela fosse morar com Oyá e aprender a dominar os Eguns. Depois Onira mudou-se e foi viver com Oxosse, como ele foi criada como caçadora.

CURIOSIDADE SOBRE ONYRÁ
Divindade que está muito ligada ao culto de Oyá ou Yansã é a divindade Ebora Yoruba denominada de Onirá.
Onirá, como o próprio nome sugere, foi uma sacerdotisa do culto à Oxum nas regiões Ilexá e Ijebu, na Nigéria.

Onirá fazia parte das mulheres guerreiras que guardavam os domínios de Oxum. Conta-se que foi Onirá que ajudou Laro a fazer o grande pacto na região de Oxobo. Onirá, em verdade, seria uma das filhas de Laro e é ela que no dia da festa anual à Oxum, em Oxobo, que carrega a cabaça contendo os objetos sagrados de Oxum, ou seja, Onirá é a Arugba Oxum ou "aquela que leva a cabaça de Oxum". Isto porque, como desvenda o mito, Onirá teria desaparecido dentro do rio e mediante a graça de Oxum, reapareceu divinamente vestida. Este é o motivo da associação de Onirá com Oxum.

Dizer que Oníra é uma ninfa, nós estamos sincrtizando os Orixás e Voduns com a mitologia Grega (Ninfa), é um Orixá muito complexo por não ser uma Oyá, vem nos caminhos da maioria dos Oborós, uma "Oyá" muito perigosa.

ONYRÁ QUALIDADE DE OYA OU ORISÁ INDEPENDENTE?
A "Iansã Onira" é uma Iansã com algumas características diferentes do padrão de Iansã, como por exemplo o fato de ela se dar muito bem com Oxum, e até mesmo as próprias cores - as suas são mais suaves e clarinhas, com tons de azul e rosa, muitas vezes coral e amarelo, diferente das cores fortes de Iansã como o vermelho. Nem por isso ela deixa de ser a guerreira, e de ser agressiva e violenta.

Na verdade Onira é um orixá "independente". Acho que foi no Brasil que se ligou Onira a Iansã, exatamente por ela também ser guerreira, e por ela ter ligação com os Eguns. Mas é uma mãe da água doce, como Oxum, daí a sua identificação com ela. Segundo a lenda, foi Onira quem ensinou Oxum a lutar.

Em Cuba chega-se a associar Onira a Ogum.
Oya onira so poderia ser uma linda guerreira, pois além de ser uma Oya ela tem caminho com Osun e Ewa é a rainha do Belo, do inexplorado das mudanças e ciclos de nossas vidas.

DIVINDADE EBORA YORUBA DENOMINADA DE ONYRÁ
Outra divindade que está muito ligada ao culto de Oyá ou Yansã é a divindade Ebora Yoruba denominada de Onirá. Onirá, como o próprio nome sugere, foi uma sacerdotisa do culto à Oxum nas regiões Ilexá e Ijebu, na Nigéria.
Onirá fazia parte das mulheres guerreiras que guardavam os domínios de Oxum. Conta-se que foi Onirá que ajudou Laro a fazer o grande pacto na região de Oxobo. Onirá, em verdade, seria uma das filhas de Laro e é ela que no dia da festa anual à Oxum, em Oxobo, que carrega a cabaça contendo os objetos sagrados de Oxum, ou seja, Onirá é a Arugba Oxum ou "aquela que leva a cabaça de Oxum". Isto porque, como desvenda o mito, Onirá teria desaparecido dentro do rio e mediante a graça de Oxum, reapareceu divinamente vestida. Este é o motivo da associação de Onirá com Oxum.
Na Mitologia Yoruba, o nome Oyà provém do rio de mesmo nome na Nigéria, país que faz parte de Yoruba, atualmente chamado de rio Níger. No entanto, não se trata de uma divindade das águas, mas da Senhora dos ventos, raios e tempestades, elemento fogo, seu metal é o cobre. Também chamada de Oyà - Yánsàn.

O seu culto está associado à morte e aos ancestrais, por saber lidar com os eguns, é ela que os encaminha, manifesta-se nos rituais de Àsèsè (Axexê em português).

Foi espôsa de Ogun e posteriormente uma das três mulheres de Sangó.

Oyà é aquela que divide com Sangó o asè de soltar fogo pela boca e o acompanha nas batalhas, tendo alcançado ao seu lado grandes vitórias.

Oferendas: àkàrà ou acarajé, ekuru e abará."

*Os filhos de OYÀ são pessoas agitadas. Diretos no que querem, não escondem sentimentos de ninguém. Uma grande ofensa a Oiyà é a agressão, de qualquer espécie, aos seus filhos. O agressor terá um adversário até à morte.
ONYRÁ SUA HISTÓRIA E LENDA

É uma qualidade de orixá no camdomblé.

A "Iansã Onira" é uma Iansã com algumas características diferentes do padrão de Iansã, como por exemplo o fato de ela se dar muito bem com Oxum, e até mesmo as próprias cores - as suas são mais suaves e clarinhas, com tons de azul e rosa, muitas vezes coral e amarelo, diferente das cores fortes de Iansã como o vermelho. Nem porisso ela deixa de ser a guerreira, e de ser agressiva e violenta.

Na verdade Onira é um orixá "independente". Acho que foi no Brasil que se ligou Onira a Iansã, exatamente por ela também ser guerreira, e por ela ter ligação com os Eguns. Mas é uma mãe da água doce, como Oxum, daí a sua identificação com ela. Segundo a lenda, foi Onira quem ensinou Oxum a lutar.
Eu preferiria chamá-la só mesmo de Onira, e não Iansã Onyra.

YANSÃ ONYRÁ
Yansã Onira" é uma qualidade de Yansã (Oyá) guerreira, mas que é uma ninfa das águas doces, com ligação direta com o culto dos Eguns (almas). É a dona do "atori", uma pequena vara usada no culto de Oxalá para chamar os mortos na intenção de fazê-los participar da cerimônia. A função do "atori" é a de, assim que ao ser tocada batida no chão, que se faça o poder de fazer reinar a paz no local ou na vida de alguém e trazer-lhe abundância. O "atori" também tem a força de mandar chover regularmente para trazer a prosperidade."Yansã Onira" deu a Oxaguiã o "atori" e seu poder de exercê-lo, além de ter lhe ensinado o fundamento e como usá-lo. Em anos regidos por Oxaguiã, é preciso agradar muito a essa qualidade de Yansã para que ela permita que, através dela, Oxaguiã traga a paz e a abundância."Yansã Onira" é a mãe de criação de "Logun-Edé Apanan". Por isso, toda oferenda para essa orixá, deverá também ser oferecido um agrado a essa qualidade do orixá Logun-Edé."Yansã Onira" reina no mundo dos mortos e tem ligação direta com Obaluaiê e Ogum, sendo que sua ligação maior é com "Oxum Opará", que recebeu dessa qualidade de Yansã os ensinamentos para lutar e ser guerreira. Foi "Yansã Onira" que ensinou "Oxum Opará" a lutar."Oxum Opará" ser tornou então, companheira inseparável de "Yansã Onira", comendo juntas no bambuzal ou nos rios e tendo aprendido os fundamentos dos Eguns. Sendo assim, essa qualidade de Oxum, também tem relação direta com os Eguns (almas). Quando "Yansã Onira" e "Oxum Opará" se juntam, se tornam muito perigosas pois têm em dobro a força e a sabedoria dos guerreiros .

MAIS SOBRE ONIRÁ
É uma ninfa das águas doces e seu culto aqui no Brasil é confundido com o culto das outras Oyá's por ser uma grande guerreira. É saudada como Oyá, sendo seu culto na África totalmente diferente. Tem ligação com o culto a Egun. Tem grande ligação com Oxum, pois foi ela quem ensinou Oxum Opara a lutar. É muito perigosa por sua ligação e caminhos com Oxaguiã, Ogum e Obaluaiê. Veste coral e amarelo. É Rainha da cidade de Ira (filha ou mulher de Sàngó). "Onirá" na África é um título de Oiá, significando "Senhora da Cidade de Irá".
OYÁ ONYRÁ

Oyà Onira – Rainha da cidade de Ira, guerreira e agressiva, companheira de Oxum, dona das estradas, principalmente com nas encruzilhadas, tem quizila com Ogum.


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