segunda-feira, 2 de maio de 2011

PONTOS CANTADOS


O Som é um fator preponderante em todas as religiões existentes no planeta, pois com ele consegue-se a reverberação das diversas freqüências, nescessárias à interligação entre os seres encarnados e as forças cósmicas que regem, amparam,julgam e premiam através das nossas reencarnações. Esta reverberação faz vibrar as harmônicas das diversas freqüências transientes no Universo. Senão, vejamos:

No Catolicismo temos o som grave do orgão, às vezes violinos, mas principalmente o som dos Sinos da Torre e o utilizado no altar, convocando à genuflexão. Atualmente até som, dito popular foi inserido nos Ofícios, afim de adaptar e ativar melhor a freqüência dos devotos.

Em todas ditas religiões Evangélicas o som é preponderante através dos cânticos dos Salmos, através dos brados de ALELUIA!!! e às vezes até com a presença de instrumentos musicais diversos.

Na maioria das religiões Orientais o som é também preponderante através dos Gongos, tambores imensos, pequenas sinetas, e inclusive o som gutural do OM!!!!, emitido nos momentos de concentração.

Entre os silvícolas brasileiros e os índios de diversas nações, sejam remanescentes Incas, Astecas, os Pueblos, os Africanos e inclusive os Esquimós, fazem uso de tambores e instrumentos de percursão, afim de reverberarem as freqüências nescessárias ao ritual pretendido.

Entre os chamados Esotéricos, também são utilizados os sons da Meditação, que nada mais é que uma forma de fazer vibrar as freqüências nescessárias ao bom andamento dos trabalhos.

Na nossa Umbanda, também é usado o som como reverberador das freqüências nescessárias à incorporação (encaixe de freqüência harmônica) e a possibilidade de transmissão direta entre Espíritos e os médiuns (Cavalos) em benefício de terceiros (encarnados).
O som na Umbanda é produzido através dos atabaques, dos agogôs, reco-reco (macumba), sineta (adejá), palmas e cânticos (pontos cantados).
Do reco-reco, um gomo de bambú todo talhado e tocado esfregando-se uma vareta (o macumba), valeu aos Umbandistas o cognome de macumbeiros, porém macumbeiros são somente os tocadores de macumba (reco-reco).
Portanto vamos meus irmãos em Oxalá, dar o devido cuidado com o tom de voz, pois ela é o nosso instrumento natural de reverberação de freqüências, que alteramos a cada instante em que alteramos o timbre de nossa voz.

Segundo o Espírito Angelo Inácio:
"Os cânticos, além de identificarem cada Espírito que se manifesta, servem igualmente como condensadores de energia, uma espécie de Mantra, que são palavras consagradas por seu alto potencial de captação energética. É a Força Mágica da Umbanda.
Observei o ambiente Espiritual da Tenda. À medida que o povo cantava em ritmo próprio, parecia que imensa quantidade de Energia Luminosa ia se formando por cima da Assistência, segundo o “Ponto” cantado.
De cores variadas, as energias iam se aglutinando na psicosfera ambiente e depois eram absorvidas pelas Auras de quantos ali estavam, além de agregarem em torno do Gongá. O fenômeno era maravilhoso de se ver.
Em meio ao redemoinho de energias, Espíritos que se manifestavam na forma de Crianças canalizavam esses recursos para os Assistentes, que estremeciam ao receber o choque energético.
Eram os fluidos que os atingiam e desestruturavam as criações mentais inferiores, os miasmas e os demais parasitas que se encontravam nas Auras dos participantes."

Em Umbanda utilizamos de varios tipos de pontos cantados:

1)Pontos de Louvação
Geralmente no inicio da sessão quando são homenageados todos os Orixás e linhas auxiliares que trabalham na umbanda, inclusive os Guias Chefes do Terreiro, que geralmente são aqueles do Pai ou Mãe no Santo.

2) Pontos de Segurança
Geralmente logo após a abertura seguem-se os pontos de Firmeza e Segurança, isto é Pontos que chamam e firmam as Entidades incumbidas da segurança Espiritual dos Médiuns e Terreiros.

3) Pontos de Chamada
São aqueles que iniciam logo apos a Segurança, a Chamada da Falange que vai trabalhar naquela Gira, ex. Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Exu etc.

4) Pontos de Trabalho
São pontos especiais cantados durante a sessão, para Trabalhos específicos, como por exemplo o Descarrego de alguma pessoa.

5) Pontos de Partida
São aqueles que após os Trabalhos da noite chamam a falange que trabalhou para partir.

6) Pontos de Encerramento da Gira
São Pontos de agradecimento a Jesus, a Deus, aos Protetores do Terreiro, pelos Trabalhos decorridos em boa ordem, e pedindo também paz no Terreiro, dos Médiuns, e Proteção durante seu retorno as suas residências.

Muitos outros pontos existem, inclusive aqueles que ficam louvando as Entidades da Falange de Trabalho da noite, durante as Consultas a Assistência. Importante saber que cada Orixá, cada tipo de Ponto, tem seu toque distinto de atabaque e o bom uso dessa magia,alem de ser um exercício de mediunidade,é ponto fundamental na magia de Umbanda.

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