domingo, 29 de maio de 2011

OFERENDAS E SUA FUNÇÃO


Oferenda não passa de um ato ao qual nos submetemos em depositar diversos
elementos naturais, que na maioria das vezes não sabemos para que serve, e
elevarmos nossos pensamentos aos Mentores e Orixás. Fisicamente é assim que
se entende.

Do lado espiritual, os nossos amparadores vêm receber a oferta, extraem o
prâna dos elementos e revertem para nós mesmos, de acordo com a nossa
necessidade.

Não pense que os espíritos se alimentam desta ofertas, até porque estão em
planos mais elevados, de onde extraem outros tipos de energia, de acordo com
as suas condições.

Entende-se então, que praticamente fazemos oferendas para nós mesmos. Parece
engraçado né? Mas é funcional e esta prática já ocorre há milhões de anos.

No caso de médiuns ativos que, de tempos em tempos, lhes é solicitado uma
oferenda, isto ocorre para direcionar as energias a um irmão necessitado,
que este médium por ventura, esteja ajudando.

Que fique bem claro, que não quero mudar as práticas litúrgicas, mas tão
somente, fortalecê-las, pois, com a racionalização e conhecimeto sobre as
práticas litúrgicas, levamos todos ao fortalecimento da fé e o controle dos
exageros.

Retomando o raciocínio, sabemos então, que a natureza física na Terra,
funciona como verdadeiros chakras planetários, que absorvem as forças do
Universo e irradiam no planeta sua essência, dando assim o equilíbrio ao
planeta e aos seres que aqui habitam.

Desta forma, não tem lógica, nossos irmãos se dirgirem a uma mata para fazer
uma oferta e “esquecerem” garrafas, panos, copos etc, etc,etc, na natureza.
Devem pensar, desta forma poluirão o chakra planetário, que com o tempo
adoecerá e isto vai refletir e nós. Também denigre a moral da Religião.

Quando se oferenda flores, leve em vasos e plante no local, será mais
agradável para a natureza e para si mesmo, pois enquanto a flor viver, ela
vibrará energias em sua direção ou na direção que você ordenou a ela.
Levando flores amputadas você estará ofertando um elemento “defunto”, ou
seja, que já está em processo, acelerado de decomposição.

Ao invés de depositar a oferenda em cestos de vime, panos de cetim, pratos
etc, utilize folhas de ervas do próprio ambiente que estiver.
Uma boa dica é utilizar folhas de bananeira, chapéu-de-couro,
negamina, eucalipto, ou qualquer que estiver no ambiente.

Saiba que cada fruta, fruto, raiz, legume, verdura, etc, têm ligações
diretas com os chakras.( vide post de chacras neste blog)

Muito Axé na Coroas de todos vocês Irmãos!

CUIDE BEM DO SEU JARDIM



Olá Irmãos de Fé, é muito importante estarmos atentos as nossas atitudes e pensamentos,
pois são eles que norteiam a qualidade
do nosso caminhar.
Quando estamos com a nossa atenção voltada para a vida do próximo, fofocando, invejando, manipulando, usando isso como bengala,
para não encararmos a responsabilidade
que nos compete no comando
da nossa própria caminhada,
perdemos oportunidades preciosas de
crescer e evoluir espiritualmente.
Irmãos de Fé, a sua vida merece
sua total atenção,
ame-se e mergulhe na sua alma.



ATITUDES QUE DRENAM ENERGIAS


1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos, mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção a qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.



2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a autoestima, a alegria e o bom humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.



3. Maus hábitos - Falta de cuidado com o corpo, descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.



4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.



5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.



6. Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.



7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, fofocando, invejando, manipulando, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.



8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.



9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.



Por isso
Irmãos de Fé,
é sempre bem vindo um olhar amoroso e cauteloso com as nossas atitudes e pensamentos, conosco e em relação aos nossos companheiros de jornada.

QUIUMBAS



Como vou saber se não estou encorporando uma quiumba?
O que é Quiumba?
Para vc saber isso se dá ao tempo no santo, seu comprometimento, suas feituras, doutrinas, etc...Fora que sua sensibilidade mediúnica e seu senso moral lhe dirá de imediato.
Agora, existem casos de médiuns desavisados, não doutrinados e não evangelizados, que abrem as portas da sua mediunidade para a atuação de quiumbas, verdadeiros marginais do baixo astral, que tudo farão para ridicularizar não só o médium, como o terreiro.
Vamos estudar e entender a atuação dos quiumbas, para uma fácil identificação. O quiumba nada mais é do que o marginal do baixo astral, e também é considerado um tipo de obsessor. São espíritos endurecidos e maldosos, que fazem o mal pelo simples prazer de fazer, e tudo o que é da luz e o que é do bem querem a todo custo destruir.
Esses espíritos, “quiumbas”, vivem onde conhecemos por “Umbral” onde não há ordem de espécie alguma, onde não há governantes e é cada um por si. Muitas vezes são recrutados através de propinas, pelos magos negros para que atuem em algum desafeto. Na Umbanda existe uma corrente de luz, denominada de Boiadeiros, que são especializados em desobsessão, na caça e captura desses marginais (os quiumbas os temem muito), e os trazem até nós para que através da mediunidade redentora possam ser “tratados”, ou seja, terem seu corpo energético negativo paralisado através da incorporação e serem levados para as celas prisionais das Confrarias de Umbanda, onde serão devidamente esgotados em seus mentais e futuramente se transformarão em um sofredor, e ai sim estarão prontos a serem encaminhados aos Postos de Socorros Espirituais mais avançados, pois já se libertaram através do sofrimento, de toda a maldade adquirida.

O processo que devemos realizar para evitar os nossos irmãos “quiumbas” é o mesmo da obsessão, mas, o processo para “tratá-los” é peculiar à Umbanda e cada caso é analisado particularmente pelos Guias Espirituais que utilizam diversas formas (que conhecemos como arsenal da Umbanda) para desestruturar as manifestações deletérias negativas desses nossos irmãos.

Como identificar um quiumba incorporado

O que infelizmente observamos na mediunidade de muitos é a abertura para a atuação dos verdadeiros quiumbas, se fazendo passar por Exus, Pombas Gira ou mesmo Guias Espirituais, trazendo desgraças na vida do médium e de todos que dele se acercam. Notem bem, que um quiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida. Os afins se atraem. O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades. Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reavalie seus erros, voltado à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.
Como os quiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião.
Por isso vemos, infelizmente, em muitos médiuns, esses irmãos do baixo astral incorporados, mas é fácil identificá-los.

Vamos lá:
Pelo modo de se portarem: são levianos, indecorosos, jocosos, pedantes, ignorantes, maledicentes, fofoqueiros e sem classe nenhuma;

Quando incorporados:

Machões, com deformidades contundentes, carrancudos, sem educação, com esgares horrorosos e geralmente olhos esbugalhados. Muitos se portam com total falta de higiene, babando, rosnando, se arrastando pelo chão, comendo carnes cruas, pimentas, ingerindo grandes quantidades de bebidas alcoólicas, fumando feito um desesperado, ameaçando a tudo e a todos.

Geralmente, nos ambientes em que predominam a presença de quiumbas, tudo é encenação, fantasia, fofoca, libertinagem, feitiçaria para tudo, músicas (pontos) ensurdecedoras e desconexas, nos remetendo a estarmos presentes num grande banquete entre marginais e pessoas de moral duvidosa.

Nesses ambientes, as consultas são exclusivamente efetuadas para casos amorosos, políticos, empregatícios, malandragem, castigar o vizinho, algum familiar, um ex-amigo, o patrão, etc.

Os atendimentos são preferenciais, dando uma grande atenção aos marginais, traficantes, sonegadores, estelionatários, odiosos, invejosos, pedantes, malandros, alcoólatras, drogados, etc., sempre incentivando, e dando guarida a tais indivíduos, procedendo a fechamento de corpos, distribuindo “patuás e guias” a fim de protegê-los. Com certeza, neste ambiente estará um quiumba como mentor.

Certamente será um quiumba, quando este pedir o nome de algum desafeto para formular alguma feitiçaria para derrubá-lo ou destruí-lo.

Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de demandas, magias negras, feitiçarias, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um inocente (parente, amigo, pai de santo, etc.) para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo. Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem prejudicar.

Os quiumbas invariavelmente exigem rituais disparatados, e uma oferenda atrás da outra, todas regadas a muita carne crua, bebidas alcoólicas, sangue e outros materiais de baixo teor vibratório. Atentem bem, que sempre irão exigir tais oferendas constantemente, a fim de alimentarem suas sórdidas manipulações contra os da Luz, e sempre efetuadas nas ditas encruzilhadas de rua ou de cemitério, morada dos quiumbas.
Pelo modo de falarem: impróprio para qualquer ambiente.
É impressionante como alguém pode se permitir ouvir palavrões horrorosos, a guiza de estarem diante de uma pretensa entidade a trabalho da luz.

Pelas vestimentas:Os quiumbas são exuberantes e incitam a luxúria.
Incentivam as traições conjugais, as separações matrimonias e geralmente quando incorporados, gostam de terem como cambonos, alguém do sexo oposto do médium, geralmente mais novos e bonitos (imaginem o que advirá disso tudo).
Os quiumbas, nos atendimentos, gostam de se esfregarem nas pessoas, geralmente passando as mãos do médium pelo corpo todo do consulente, principalmente nas partes pudentas.
(POIS P/ DAR PASSES NÃO É NECESSÁRIO PASSAR A MÃO NO CONSULENTE!!!)

Os quiumbas incorporados conseguem convencer algumas consulentes, que devem fazer sexo com ele, a fim de se livrarem de possíveis magias negras que estão atrapalhando sua vida amorosa. E ainda tem gente que cai nessa.

Os quiumbas atendem a qualquer tipo de pedido, o que um Guia Espiritual ou um Guardião de Lei jamais faria. Ao contrário, eles bem orientariam o consulente ou o seu médium, da gravidade e das conseqüências do seu pedido infeliz.

Os quiumbas (e só os quiumbas) adoram realizar trabalhos de amarração, convencendo todos de que tais trabalhos são necessários e que trarão a pessoa amada de volta (ledo engano quem assim pensa). Esquecem-se de que existe uma Lei Maior que a tudo vê e a tudo provê. Se fosse assim tão fácil “amarrar” alguém, certamente não existiriam tantos solteiros por este país afora.

Os quiumbas fazem de um tudo para acabar com um casamento, um namoro, uma família, incitando as fofocas, desuniões e magias negras.

No caso de quiumbas se passando por um Guia Espiritual ou mesmo um Guardião, geralmente utilizam de nomes exdrúluxos, indecorosos e horrorosos, remetendo a uma condição inferior.

No caso de se passarem por Guias Espirituais, com certeza utilizarão nomes simbólicos que representam, geralmente condições humanas degradantes.

É simples verificar a presença de um quiumba em algum médium. Tudo o que for desonesto, desamor, desunião, invigilância aos preceitos ensinados pelo Evangelho de Nosso Pai Oxalá, personalismos, egocentrismo, egolatrias, sexo, falta de moral, etc., com certeza estará na presença de um quiumba.

Quando um quiumba se agarra vibratoriamente em um médium, dificilmente largarão aqueles que os alimentam com negatividade, dando-lhes guarida por afinidade.

Dissemos tudo isso, para que nossos irmãos pudessem avaliar a gravidade e permitir a presença de qualquer espírito em sua mediunidade. Lembrando que semelhantes atraem semelhantes.
Analisem dentro da razão e bom senso, e constatarão a veracidade dos fatos. Não estamos aqui para criticar esse ou aquele irmão com sua mediunidade, mas sim, esclarecer dentro da luz da ciência umbandista, que todos os desavisados estarão sujeitos a terem do seu lado, não um Guia Espiritual de Luz, mas sim, um espírito embusteiro, cuja finalidade é tão somente achincalhar a Religião, e levar o médium e seus seguidores, à falência espiritual.

Reparem bem, que muitos pseudo-espíritos têm o grave costume de ingerir grande quantidade de bebidas alcoólicas. Vamos elucidar tal fato, para que você leitor, possa saber o que realmente ali está incorporado.
Muito Axé e pensem irmãos, mas pensem muito....e reflitam nestas palavras.

IMPORTANCIA DA ÁGUA NA RELIGIÃO


Para Kardec, a ação magnética produzida pelo agente encarnado (magnetizador), tanto pode produzir uma modificação nas propriedades da água, quanto no tocante aos fluidos orgânicos (ex: bile, linfa, líquido cefalorraquidiano, saliva, suco gástrico, sangue total, etc). O Espírito Lísias explica para André Luiz , que “… a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Aqui (em Nosso Lar), ela é empregaguaada sobretudo como alimento e remédio”. Para o Espírito Bezerra de Menezes, “A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora”.


NA UMBANDA, é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.

ÁGUA DE MAR



Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Yemanjá. Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença . No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os Corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas. Saudemos Mamãe Yemanjá e todo o Povo do Mar.

ÁGUA DE CACHOEIRA



Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas. Além disso, é nas águas das cachoeiras que conseguimos retirar qualquer impregnação de sangue projetada em nosso corpo etérico. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol. Saudemos Mamãe Oxum e todo Povo d’água.

ÁGUA DE RIOS E LAGOAS


Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora. Saudemos Nanã Buruquê. Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora. Saudemos Mamãe Oxum.

ÁGUA MINERAL



Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chacras desobstruindo-os e equilibrando- os. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé. Saudemos Oxalá.

ÁGUA DE POÇO



É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece. Saudemos Obaluayê.


ÁGUA DE CHUVA



É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva, quando cai é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local, sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes, pois é ela que limpa as ruas e as encruzas carregando todas as vibrações dos trabalhos arriados nesses locais. Saudemos Yansã, Dona do tempo e das tempestades.

Escrito por Monica Caraccio.

CONGÁ E SEU FUNDAMENTO


Qual o fundamento do congá ou altar?

Acredito que muitos já devem ter se perguntado isso: Qual o fundamento deste altar? De onde vem essa energia? Qual a sua função perante a assistência? Sei como é difícil aceitar e até utilizar de forma correta o que não se entende, portanto, hoje falaremos sobre um ponto importantíssimo dentro dos terreiros: o Altar.
O Altar é um ponto de força e deve ser firmado e assentado corretamente, pois é o meio pelo qual as Irradiações Divinas alcançarão todos os fiéis diante dele. A principal função de um altar é criar um magnetismo, uma ligação entre “ o céu e a terra”, e é através dele que as irradiações verticais das Divindades – DO ALTO – descerão até o altar e se espalharão na horizontal ocupando todo o espaço destinado às praticas religiosas. Os fundamentos específicos de um altar só podem ser explicados por quem o fez, mas o Fundamento Divino de sua existência em um templo é que quando nos colocamos respeitosamente diante dele, estaremos bem próximos de Deus e de Suas Sagradas Divindades.
As imagens que encontramos nos altares dos centros de Umbanda têm a função de impor um respeito único aos frequentadores induzindo uma postura respeitosa, silenciosa e reverente. As imagens apenas representam os Orixás, uma vez que é muito utilizado também o sincretismo religioso, uma unificação através da semelhança entre as características de um Orixá e as de um santo católico. É claro que Ogum não é São Jorge apenas se assemelha a ele em sua qualidade guerreira e Oxalá não é Jesus Cristo apenas traz o mesmo sentido de paz, compreensão, amor incondicional, e assim segue para todos.

Orixá não é santo, pois santo foi um espírito humano que viveu no plano material e por boas atitudes foi canonizado pela igreja católica e também não é anjo, pois anjo é um mensageiro de Deus. Orixá é Divindade de Deus, ou seja, é um ser Divino e um mistério de Deus, é uma exteriorização e representante exclusivo de Deus. Por isso entendam: Orixá nunca encarnou, portanto não é santo, nem dá consultas, Orixá não é mensageiro de Deus mas sim representante de suas qualidades, atributos e sentidos. Orixá vem da cultura africana Nagô – Yorubá. São Divindades criadas a partir de Olorun, que é o Deus Supremo onipresente, onipotente e onisciente. Umbanda cultua Orixá através de suas qualidades, elementos e mistérios.
Umbanda é e está na Natureza e em seus elementos naturais. Por isso melhor que ter imagens nos altares, é ter elementos naturais que representem os Sagrados Orixás, ou seja, trazer a força da natureza, “da Umbanda”, para dentro de nossa casa. Esses elementos podem ser as águas minerais ou cristalinas, as ervas, flores ou plantas, as pedras ou os minérios, como também instrumentos simbolizando a força e o mistério do Orixá. Vejam alguns exemplos de elementos que você pode colocar em seu altar de forma simples, bonita e muito poderosa:
Oxalá – cristal transparente, taça de inox ou copo com vinho branco ou água mineral, girassóis, trigos.
Oxum – pedras como quartzo-rosa, ametista, pirita, água doce de rio ou de cachoeira, rosas amarelas, flor chuva de ouro.
Oxóssi – pedra como esmeralda ou quartzo verde, ervas como guiné, alecrim, espada de Oxóssi, copo de vinho, cipó.
Xangô – pedras de otá ou jaspe, espada de Xangô, machados, cerveja preta.
Ogum – pedras como granada ou rubi, cerveja clara, espadas, lanças ou escudo de ferro, espada de São Jorge.
Obaluayê – pedras como ônix ou turmalina preta, taça de vinho tinto ou água mineral, crisântemo, palha da costa com búzios.
Iemanjá – pedras como água-marinha ou madre-pérola, água do mar, estrela do mar, conchas, rosas brancas, alfazema.

Não podemos esquecer das velas em nosso altar, pois vela é mistério usado por todas as religiões do mundo. Quando é ativada religiosamente, se torna um poderoso elemento mágico, energético e vibratório que atua no etérico de quem recebe sua irradiação ígnea, elas têm o poder de consumir as energias negativas que são descarregadas pelos frequentadores do Templo.

LEMBRAMOS que não há mal algum em ter um altar em casa, só é preciso ter Respeito e Amor, pois não se pode montar um altar por impulso ou tratar as Divindades como elemento de “moda”. Umbanda tem fundamento e é preciso respeitar!
Será que agora dá pra olhar de modo diferente para os nossos altares?
Muito Axé a todos!

USO DO ADJÁ



Qual a finalidade do Adjá? Quem pode utilizá-lo? R: O Adjá é um instrumento sagrado, usado para chamar o Orixá. Quem utiliza é o Baba ou a Iya e os cargos femininos da casa de Candomblé. Existe fundamento para se usar Adjá na Umbanda? R: Não, na Umbanda possui seus próprios meios para invocar seus guias, tais como sinetas, palmas, etc..

PODERES DO SAL GROSSO




*Muitas vezes julgamos as coisas pelo senso comum. É importante sabermos do ponto de vista científico os efeitos de determinados agentes. O sal grosso tem um importante papel nesses estudos...

DESMISTIFIQUE ESSA IDEIA DE QUE O SAL GROSSO É COISA DE "MANDINGA”. *

*O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes. Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado e deixar a casa a salvo de energias nefastas. *

*O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento de onda da violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos. Visto do microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados. *

*As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa. Por isso,colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve. Para uma sala média onde não circula muitagente, um copo de água com sal em dois cantos é suficiente. Em dois ou três dias já se percebe a diferença. Quando se formam bolhas é hora de renovar a salmora.

A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é,as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e irritação.*

*A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite no quarto, para que o sono não seja perturbado. *

*Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em salmoura bem quente) têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Para quem mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as energias. Já foi considerado o ouro branco (salmoura para conservar alimentos).*

*Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo descritas:*

*Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja.*

*Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e caipiras costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo de salmoura do lado esquerdo da entrada.*

*A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no ar,ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros sentimentos inferiores entrem na casa.*

*Depois de uma festa, lavar todos os copos e pratos com sal grosso para neutralizar a energia dos convidados, purificando a louça para o uso diário.

*Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as energias ruins e é relaxante. O único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que mora o nosso espírito e ele não deve ser neutralizado.*

*Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a entrar na casa são... um copo de água e outro com sal. Usam sal marinho seco, num pires branco atrás da porta para puxar a energia negativa de quem entra.

Também tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia interna e a vontade de viver. *

·*No Japão, o sal é considerado poderoso purificar. Os japoneses mais tradicionais jogam sal todos os dias na soleira das portas e sempre que uma visita mal vinda vai embora. Símbolo de lealdade na luta de sumô. Os campeões jogam sal no ringue para que a luta transcorra com lealdade.*

*Use esse poderoso aliado! É barato, fácil de encontrar, e pode lhe ajudar em momentos de dificuldade e de esgotamento energético! *

*Modo de tomar o banho de sal grosso... *

*Após seu banho convencional, deixe um punhado de sal grosso escorrer do pescoço para baixo, embaixo da água da ducha. Uma opção que agrada muitas pessoas é colocar um punhado de sal dentro de uma meia, e repousar esta na nuca (atrás do pescoço) debaixo da ducha. Não é aconselhável banhos frequentes com o sal.*

*Dê preferência para os banhos na fase da Lua Cheia, utilize velas no banheiro, e se quiser ativar sua intuição, apague as luzes do banheiro. *

*Benefícios de banhos e escalda pé com sal grosso*

*Fisiológicos*

*Ajuda a desintoxicar o corpo e afastar os vírus.*

*Estimula a circulação natural para a melhoria da saúde.*

*Ajuda a aliviar o pé do atleta, calos e calosidades.*

*Relaxa a tensão, dores musculares e nas articulações.*

*Ajuda a aliviar artrite e reumatismo.*

*Ajuda a aliviar a dor lombar crônica.*

*Estéticos*

*Tira as impurezas da pele.*

*Alivia irritações da pele como psoríase / eczema.*

*Alivia comichão, ardor e picadas.*

*Suaviza e amacia a pele.*

*Incentiva a pele a se renovar.*

*Ajuda a curar as cicatrizes.*

*Restaura o equilíbrio e a umidade da pele. *

*Ocupacional*

*Alivia o cansaço, os pés doloridos e os músculos da perna.*

*Alivia a tensão nas mãos e punhos.*

*Ajuda a aliviar lesões no desporto psicofísico. *

*Proporciona um relaxamento profundo. *

*Ajuda a aliviar o estresse e tensão.*


FONTE:TERAPIA INTEGRAIVA-AROMATERATIPA ESSENCIAL
paxnews@yahoogrupos.com.br


OBSERVAÇÃO:AO REALIZAR O BANHO COM SAL GROSSO O IDEAL É DEIXAR PREPARADO UM BANHO COM ERVAS EQUILIBRADORAS,POIS O SAL GROSSO RETIRA TANTO AS ENERGIAS NEGATIVAS QUANTO AS ENERGIAS POSITIVAS

FALANGE DOS MÉDICOS DO ASTRAL



( Também chamado de “ Trabalho de Oriente” )
É uma Falange bem conhecida dentro da Umbanda, relacionada com a Linha do Oriente e normalmente colocada na sétima hierarquia da mesma: a Falange dos Médicos ou Curadores.
Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.



Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus ser sepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.
Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discípulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos.
Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança.

A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, eles foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos).



I - LEGIÃO DOS DOUTORES
OU MÉDICOS:
Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou homeopatas : Dr. André Luiz, Dr. Rodolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernandéz, entre outros.

II – LEGIÃO DOS MÉDICOS
ORIENTAIS:
Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.



III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS:
Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania : caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.



IV – LEGIÃO DOS REZADORES:
Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual. Aqui encontramos todo os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração : Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chica, Mestre Philippe de Lyon, Abade Julio.


PAI JOAO DE CAMARGO

V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS
Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oliveira, Mestre Rei Heron.



VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS
E ALQUIMISTAS:
Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais : Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel sus, Pai Jacó.



VII – LEGIÃO DOS SANTOS
CURADORES:
Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença :
Santa Luzia – olhos,
Santa Ágata – seios,
São Lazaro – doenças de pele,
São Bento – envenenamentos.

OBI BORI E AMACI



A LENDA DO OBI
Olodunmare chama os homens para retornarem ao seu lar, porém nem mesmo a morte é capaz de apagar as lembranças os feitos de grandes homens.

Obi é um elemento muito importante no culto de Vodun, Orisa e Nkise. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu.

É um alimento básico, e toda vez que é oferecido, o seu consumo é sempre precedido por preces.

Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada.

Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação.

Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.

Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.

Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.

Após isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão.

Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar.

Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos.

Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.

Aiye pegou-as e as levou para Olodunmare,e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse.

Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim.

No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas.

Foram então até Olodunmare para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível.

Quando ninguém sabia o que fazer, Elenini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas.

Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela. Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias.

Depois, ela começou a comer as nozes cruas.

Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas.

Após isso, ela levou as frutas para Olodunmare e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.

Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu descodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.

Olodunmare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.

Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olodunmare e tinha duas peças.

Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente. A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz de cola.

A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava presente na cerimónia.

A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla.

A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas.

A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.

Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.

OBI E FINALIDADE

Obi, obi d’água ou simplesmente obi. Todos estes nomes referem-se à mesma obrigação, voltada exclusivamente a confortar uma pessoa em um caso de doença, desemprego, distúrbios nervosos, ou até mesmo para um iniciado dentro dos preceitos do axé orixá, quando por um motivo ou outro, o mesmo não pode passar por um bori. Esta obrigação tem seu nome em referência a uma fruta africana, o obi, sem a qual nada podemos realizar para os orixás, no tangente a sacrifícios, uma vez que é com ela que conversamos com nossos antepassados para sabermos se aquele santo está satisfeito com a obrigação, etc.

Esta obrigação é a mais simples realizada dentro do axé, no tangente a dar de comer a uma cabeça. Muito embora algumas pessoas achem que ela não tem maiores fundamentos junto com o orixá, mas já presenciamos muitos casos que foram resolvidos com esta. Trata-se neste ato, de confortar o anjo da guarda da pessoa, seja consulente ou filho de santo, ocasião onde alimentamos Oxalá, no intuito de pedir a misericórdia para aquele filho que se encontra em tal sofrimento.

Claro que esta obrigação não cria uma obrigatoriedade do cliente com o santo, ela apenas serve como um modo de resolver de imediato uma questão. Existem aqueles que após o obi, sentem-se tão felizes que optam por penetrar de forma mais profunda dentro de nossa religião.

Nesta obrigação são utilizados: ebô (canjica de Oxalá), ebô yá (a mesma canjica, porém preparada para Yemanjá e de forma diferente), o obi (que é uma fruta de origem africana), frutas variadas, vela e uma quartinha com água além da comida do santo da pessoa. Em alguns casos é utilizado um pombo branco.

Antigamente quando uma pessoa desejava entrar para os preceitos de uma casa, ou seja, ser filho ou filha de santo naquele templo, ou mesmo quando seu orixá exigia feitura, os zeladores tinham por hábito realizar esta como uma primeira obrigação, para daí então estudar a pessoa, ver se ela realmente tinha amor e dedicação para com os orixás, e até mesmo para se certificarem de que era realmente sua casa e sua mão que aquele santo desejava, e não apenas uma empolgação material ou espiritual. Agiam assim, pois que, nesta época não existia o fato de uma pessoa fazer santo com um e tomar obrigações com outro, provocando um rodízio ridículo nas roças de santo como as que se vê hoje em dia.
Para uma pessoa se iniciar, existia todo um processo de identificação dele com a casa e vice-versa. Era uma época em que a fidelidade de um iniciado era realmente levada a sério, assim como a do sacerdote com relação a seus iniciados. E o obi, era justamente a obrigação que funcionava como uma espécie de flerte, vulgarmente comparando, evitando constrangimentos futuros.

Hoje em dia, parece que esta fidelidade simplesmente evaporou-se com a fumaça dos defumadores, pois que uma pessoa se inicia em uma casa e quando desencarna, traz uma longa passagem de terreiro em terreiro. Claro que ainda existem aqueles que prezam a fidelidade, mas são bem poucos nos tempos atuais.
Ser um iniciado é antes de tudo sermos fiéis a mão que alimenta nosso orixá, nosso anjo da guarda, assim como ele é fiel a nosso zelador. Pertencermos ao axé orixá é antes de tudo sermos humildes, desprovidos de arrogância e soberba, é seguirmos nosso destino na certeza de que um ser tão puro e iluminado se dedica a zelar por nós e nossa vida.



O QUE É BORI?


A palavra bori se traduz como: Cabeça comendo. Bo = comer, Ori = cabeça. Esta é uma obrigação à qual podem receber toas às pessoas, iniciadas ou não. Dependendo da situação e do que solicita o orixá de cada um.

Esta obrigação Constitui-se basicamente de recarregar as energias da pessoa fazendo com que toda a carga negativa existente em sua áurea seja substituída por uma positiva. Dependendo de cada situação, podem ocorrer formas variadas de bori e de sacrifício de aves para o Orixá. Em nosso dia a dia, convivemos com situações várias, e que nos colocam em contato com energias que na maioria das vezes em nada são benéficas.

Com os iniciados na religião esta obrigação é realizada uma vez por ano, ocasião que o iawô, recolhe-se por um período de 12 horas, se não for obrigação de feitura, podendo chegar até mesmo há três dias. Neste caso o bori unifica-se com a obrigação de seu tempo de feitura. Estas obrigações são de: 01, 03, 07,14 e 21 anos após sua iniciação. Antes do recolhimento, a pessoa passa por uma sessão de limpeza (ebó ou sacudimento), destinada a retirar as forças inferiores que possam estar junto dele, e neste recolhimento, se oferece, vários tipos de comidas, desde o feijão preto e o inhame cará de Ogum até o ebô (canjica branca) de Oxalá. Nesta ocasião o sacerdote sacrifica aves pré-determinadas pelo Orixá da pessoa, a fim de que esta possa ter mais um ano de vida, alegria, saúde e conquistas em sua vida. Em caso de obrigação grande são oferecidos os chamados bichos de quatro pés, e estes variam de acordo com a qualidade e a solicitação de cada Orixá.

Para os que não são iniciados, esta obrigação varia muito, dado que cada pessoa tem um problema e assim sendo a solução do mesmo difere. Temos o bori de misericórdia, no qual são oferecidos apenas comidas brancas para Oxalá e Yemanjá, e os sacrifícios, constituídos apenas de aves destes santos.

Os antigos africanos acreditavam na força dos elementos da natureza, tanto como parte ativa da nossa existência, como para nos reabastecer de forças positivas que se bem direcionadas, vão nos levar ao alcance de muitas vitórias na vida terrena. Um dessas forças era a comida. Acreditava-se que os ancestrais ao se transladarem para o Orúm (céu), levariam consigo as experiências adquiridas na terra, e em um futuro poderiam aqui retornar para nos auxiliarem de forma direta em vários aspectos de nossas vidas.

Os Africanos possuíam uma filosofia muita a quem das demais seitas e filosofias existentes. Para eles, tudo na natureza possui vida, até mesmo as pedras, e como tais esses elementos são dignos de respeito e proteção. Possuíam desde tempos remotos, uma concepção de proteção à natureza e esta foi passada de pai para filho, tanto que é muito comum nos barracões de Candomblé, existirem uma variedade de flora que surpreende a todos que ali chegam. As comidas oferecidas em obrigações de santo são comumente jogadas dentro de rios e lagos após serem suspensas da mesa do Orixá. O fato de estas comidas serem ali despejadas reflete-se na preocupação com a continuidade da vida. Sabemos que nossos antepassados preocupavam-se com a vida e a preservação da natureza, assim ao despejarem estes alimentos na água, era sua preocupação apenas alimentar os peixes que ali habitam, garantindo assim a continuidade da vida.
Este fator também está evitando o desperdício de alimento. Dentro da casa de uma pessoa iniciada, é verdadeiro tabu desperdiçar o alimento, seja de que forma for. Assim, é comum a divisão da comida de bori entre as pessoas que ali estão, afinal além de não desperdiçar, estariam todos participando daquele banquete, ocasião que aproveitariam o axé deste santo. Nada se desperdiça em uma roça de santo, até mesmo os resíduos que não servem para ser aproveitado para nada, como certas partes dos animais, são enterrados e não jogados no lixo, temos uma concepção de que tudo que se oferece ao santo é sagrado, e assim até mesmo as partes que de forma alguma servem para serem ingeridas, poderão ser utilizadas como adubo natural para a terra, assim ao enterramos estas partes, estaremos dando continuidade ao que nos foi passado por nossos antepassados: na natureza tudo se aproveita, nada se desperdiça.



Amaci – o que é?
O sacramento do Amaci seu significado e sua importância para a Umbanda.
Adotamos uma iniciação, ou um sacramento, quando os médiuns (filhos e filhas da Casa) já possuem algum tempo de trabalhos na casa, cerca de seis meses ou mais.
O Amaci é o primeiro sacramento da Umbanda para os umbandistas. È a iniciação dos filhos para entrarem no mundo dos trabalhos da Umbanda. Não é o mesmo que batismo, já que este tem como finalidade purificar o encarnado dos pecados anteriores, simbolicamente. O batismo é como uma limpeza para que se inicie uma jornada nova, é uma opção da pessoa ou de seus pais em viver conforme as leis divinas, aceitando e querendo que a pessoa batizada aprenda a enxergar e a interpretar a luz dos Orixás (de Deus), e pode ser recebido por qualquer pessoa.
O Amaci, por sua vez, é destinado apenas aos filhos que já trabalham na corrente mediúnica, e tem uma forte vontade e desejo de continuarem como trabalhadores da seara mediúnica umbandista. Ou seja, para os médiuns que já têm certa convicção de que o caminho para se iluminarem e levarem luz para os seres vivos é a Umbanda.

O ritual do Amaci começa com a escolha de padrinhos encarnados e desencarnados. O médium que irá fazer o Amaci deverá passar por uma preparação de 7 (sete) dias. Entre as obrigações desses dias está uma dieta controlada abolindo-se completamente as carnes, outras abstinências, banhos diários, entre outras coisas. No dia do Amaci, que acontece em gira própria ou em uma gira convencional, o ritual se dá, em suma, por meio de uma lavagem da cabeça, um banho no chacra coronário, trazendo a vibração do Orixá do médium para mais perto desse filho. (Perceba que os banhos de descarrego e imantação são realizados do pescoço para baixo. Apenas o Pai-de-Santo, ou uma de suas entidades poderão promover o banho de sua cabeça).

Junto com a lavagem que é uma imantação dos chacras, existem outros ritos que têm a finalidade de imantar e harmonizar os chacras bem como os corpos astrais e etérico para a prática mediúnica voltada para a Caridade.

Dessa forma pode-se dizer que o Amaci tem como finalidade:
a) apresentar o filho ou a filha para o seu Orixá como um de seus instrumentos para o exercício de Seu Amor e de Sua Luz;
b) imantar e entregar a coroa do médium para o seu Orixá Ancestral;
c) iniciar o médium como um membro ativo da Umbanda, com responsabilidades e compromissos com os Orixás (compromissos e responsabilidades são amar o próximo, dedicar parte de sua vida para exercer sua religião com amor e respeito e disciplina. Doar suas energias e tempo para o bem de teu próximo, doar seu corpo, mente e alma para promover a caridade – o amor essencial.)
d) manter esse médium assistido e cuidado, já que sua coroa vibrará na intensidade e na força da Casa, sendo alimentado seu chacra coronário constantemente, garantindo mais segurança e harmonia para esse filho ou filha, possibilitando um maior cuidado e zelo do Pai-de-Santo com seus filhos do ponto de vista espiritual;
Entendamos que o Amaci é mais uma benesse para o médium que qualquer outra coisa. É uma firmeza e garantia para os filhos e filhas.

O Amaci não é um compromisso de nunca mais sair da Umbanda, não é o fechamento da porta de saída, não é uma responsabilidade que não se possa posteriormente ser desistida. Ou seja, amanhã caso um filho ou filha desejarem sair da Umbanda, ou mesmo sair dessa casa poderão fazê-lo de forma tranqüila e natural. O Amaci pode ser levantado a qualquer momento a pedido do médium. Ele tem razão de existir enquanto o médium for praticante da Umbanda de forma ativa. Assim não é um compromisso para toda a vida, é um compromisso que respeita totalmente o livre-arbítrio.
O maior compromisso dos médiuns foi feito antes de seu reencarne, o Amaci é apenas uma primeira confirmação desse compromisso.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, pois que para seu preparo será de praxe, que o dirigente do templo colha as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e coloque-as quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência à Gira do Amaci.. Em algumas Casas, tem-se por costumeiro incluir bebidas alcoólicas, porém na maioria, trabalha-se apenas com as quatro águas, e as ervas quinadas.

No ritual, cada médium em fila deve estar trajado de branco e cada um com seu respectivo pano de cabeça, para que após a lavagem da mesma, seja esta protegida pelo pano.

Após o banho ser jogado na cabeça do filho de fé, dois cambonos são os reponsáveis por colocar o pano de cabeça no médium, que em silêncio absoluto, repousará deitado em esteira por mais de 7(sete) minutos, afim de manter-se em harmonia com a energia transmitida. Essa é a regra, destinada para os médiuns iniciantes onde a entidade chefe é responsável por jogar a água no orí do médium, iniciante ou coroado.

No tocante aos médiuns coroados, o Amaci será preparado com as quatro águas, e as ervas de todos os Orixás quinadas, além das favas (sementes/frutos) dos Orixás da Coroa (Pai e Mãe) e do adjunto, perfazendo então a quantidade de três favas, sendo cada uma ralada pelo próprio filho coroado, que após estarem em pó, devem ser misturadas ao Amaci, que permacerá intacto até seu uso, tornando-se então, um banho exclusivo para aquele médium coroado.

Outros maiores cuidados se requerem do médium coroado, como por exemplo o seu resguardo íntimo e suas vibrações no momento de se ralarem as favas, devem ao ralar, aceder 3 (três) velas brancas, sendo uma para o Orixá Pai, outro para a Mãe o a outra para o Adjunto, e ao final da queima, as mesmas devem ser despachadas no mato/mata.

Jogado o preparado sobre a cabeça do médium coroado, o procedimento ser o mesmo, deve-se os cambonos amarrar o pano de cabeça, posteriomente deve-se deitar na esteira e por lá manter-se em concentração e meditação por mais de 7(sete) minutos. Outro ponto interessante e esclarecedor é que o Amaci pode ser jogado da cabeça aos pés.

Importante salientar que tanto para os médiuns iniciantes como para os coroados, será indispensável que a energia do Amaci permaneça no campo áurico por pelo menos 24hs, e não mais de 72hs, sendo portanto recomendado que não se molhe a cabeça nas primeiras 24hs. Terminada a Gira do Amaci, podem os médiuns retirar seus panos de cabeça, salvo aqueles médiuns de incorporação que ao receberem suas entidades, retirarão para um melhor trabalho.

Frisa-se que a Gira do Amaci tem outros fundamentos, que não me compete ao momento a divulgação, tais fundamentos referem-se aos pontos a serem cantados, ao ponto de firmeza que será riscado, ao defumador que nesta gira não será o habitual, além das firmezas outras que uma Casa de Umbanda deve ter nos dias de Amaci.

TRONQUEIRA E EXÚ TRONQUEIRA


O Exú Tronqueira é aquele que guarda o Terreiro e passa por uma triagem às pessoas que entram no Terreiro. Por isso a sua casa é colocada junto à porta de entrada e é a primeira a ser saudada. Todos devemos ter o máximo de respeito do Exú Tronqueira, pois se uma Gira corre bem e firme devemos agradecer principalmente a ele.

Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles são os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”. Exú é MOJUBÁ – Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja “armar emboscadas vivendo a noite”. Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas”.

TRONQUEIRA

Muitos são, os que chegam em um templo de Umbanda, se assustam com as firmezas existentes na porta.

Aquelas casinhas COLOCADAS À ESQUERDA DE QUEM ENTRA, conhecidas como tronqueiras, que tem como finalidade o assentamento das forças dos nossos exús e Pombagira.

A tronqueira é um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos templos de Umbanda, que recebem os assistidos, na sua grande maioria, com seres trevosos à atormentá-los.

Este recurso, é no templo, um ponto de força, onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões a nossa esquerda.

O ponto de força funciona como um pára-raios, é um portal que impede as forças hostis se servirem do ambiente religioso de forma deturpada.

No astral, os exús e Pombagira, utilizam-se dos elementos dispostos na tronqueira para beneficiar os trabalhos que são realizados dentro do templo.

Com estes elementos, estes abnegados servidores da luz, anulam forças negativas, recolhem e encaminham seres trevosos, abrem caminhos, protegem, etc..

Dentro de uma tronqueira, são dispostos vários elementos magísticos que são utilizados por guardiões de Lei.

Citaremos alguns mais simples, as firmezas deste ponto de força são velados e eles pedem que não se abram mistérios, mais que se faça os devidos esclarecimentos sobre o assunto, dando ênfase a importância ao aprendizado elevado.

*Os tridentes dentro da tronqueira representam os poderes tripolares, onde através das energias emanadas por eles, os guardiões, diluem forças trevosas, envolvem seres para o resgate ou para aprisioná-los, forma um campo energo-magnético capaz de repelir ou atrair determinadas forças ou seres.

*Pedras negras ou vermelhas, formam portais dimensionais, ligados ao embaixo e as dimensões a esquerda, dando condições aos guardiões transitarem nestas esferas de forma resguardada e eficaz.

Através das pedras se da também tratamentos para várias finalidades, onde o elemento da sustentação para que o guardião possa atuar nas vibrações mais densas do ser.

As pedras criam áreas especificas de energia, capazes de envolver tudo o que fora mentalizado pelo sacerdote que possui a guarda do templo.

*Sementes ou ervas, da mesma forma que os outros elementos, eles entram em campos específicos, onde as energias das pedras, do tridente, do marafo, da vela, da ferradura, dos punhais, não entram.

*Os punhais, emitem energias perfurantes, cortantes, dilacerantes, onde se utiliza para freiar forças negativas provenientes do embaixo.

*Marafo, é o elemento dual, onde trás a união de dois elementos contrários, a água e o fogo, é um dos elementos mais utilizados, onde podemos com ele abrir portais e fechar aberturas de buracos negros.

Todos os trabalhos onde oferendamos os guardiões, este elemento é utilizado para fazer o fechamento com um círculo, ou a abertura.

Um copo deste elemento na tronqueira, funciona entre outras coisas como catalisador, filtro, condutor, amalgamado, etc..

Existem vários tipos de elementos, que são velados, isso se faz necessário, para manter o devido resguardo dos trabalhos dos templo, evitando até que pessoas dêem mal uso a forças tão importantes a todos os templos de Umbanda.

Que os senhores guardiões, através da Lei maior e da Justiça Divina, possam limpar nossa religião dos falsos Umbandista, dando um ar de limpeza a está que é a Maior religião do Mundo. Pena que os encarnados ainda não descobriram.

É importante que os médiuns e os assistidos saibam da importância de uma tronqueira e que todos saibam que este ponto de força está sobre as ordens da Lei maior.

Quando alguém deturpa este ponto de força, usando-o de forma negativa, este se torna um portal negativo.

Este tipo de procedimento não é da Umbanda e sim de seitas que muitas vezes se utilizam do nome da nossa religião.

Devemos saudá-los, de forma respeitosa quando adentramos nos templos.

Qualquer um pode se servir do poder desses guardiões, acenda uma vela e peça proteção e auxilio e receberá.

Eles estão a serviço do Bem, da Lei Maior.

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A Minha Tronqueira tem...

Tronqueira tem axé, tem vontade e tem vida, tem Exú e Pombagira para guardar e proteger. Também tem Exú Mirim para aprontar e desenrolar.
Minha Tronqueira tem axé, tem vela tem marafo, tem dendê e aguardente.
Minha tronqueira tem axé, sem porta e sem janela, dizem que alguém ta procurando, morador pra morar nela.
Minha tronqueira tem Guardião, que guarda de noite e protege de dia e quem guarda e protege também eu chamo de vigia.
Minha tronqueira tem axé, não tem nome e não tem foto, tem o nome que ela guarda e o meu corpo que ela cobre.
Minha tronqueira tem axé, tem caldeirão e alçapão, tem escada, tem ponteira é morada de Porteira.
Minha tronqueira tem axé, tem abismo e escuridão é passagem pra quem desce e alivio pra quem sobe.
Minha tronqueira tem axé, tem relógio tem sino, quando da a meia noite é sinal que ta abrindo.
Minha tronqueira tem axé, tem chicote tem espada, tem punhal e bracelete, tem capuz e tem mortalha, tem arma pra combater, uns dizem pra bater outros para aprender.
Minha tronqueira tem axé, tem chave e cadeado, tem ferradura tem bigorna, onde o aço forja, corta e trinca.
Minha tronqueira tem axé, tem Sr. Caveira tem Porteira, tem Capa e Tranca Ruas, tem Padilha e Mulambo.
Minha tronqueira tem axé, tem suor e tem lágrima, suor de quem trabalha e lágrima de quem não escapa.
Minha tronqueira tem axé, tem hora de apanhar e tem hora de bater, batendo ou apanhando tem Exú a me valer.
Minha tronqueira tem axé, tem Curador pra me curar e Exu do Ouro para prosperar.
Minha tronqueira tem axé, tem pimenta malagueta, tem fogo tem fogueira, tem brasa tem braseiro.
Minha tronqueira tem axé, não tem corte, mas tem morte, mata de mansinho bem devagarzinho, mata o vicio e as trevas que habitam o caminho.
Minha tronqueira tem axé, tem entrada tem saída, tem salve e saravá e por aqui eu vou ficar.
Salve todas as Tronqueiras deste Brasil!
Laro-yê Exú!
Autor : Jorge Scritori
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Relampeou , deu clarão...
Nas matas vi um índio malvado...
Gritava batia no peito...
Ele é mal encarado....
Girava apontanto prochão
Tronqueira vem tabalhar...
Com a faca na mão...
E o bode para degolar...
Com a faca na mão...
E o bode para degolar...

Exu Tronqueira com sincretismo na kabala Mística é

Sr.Clistheret

Laroe exu tronqueira

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"A lua brilhou
a mata inteira estremeceu
foi Seu Tronqueira quem gritou:
quem manda na mata sou eu!"

A gira de exu é dirigida pelo Exu Meia Noite.
O Exu Tronqueira trabalha firme na porteira
e sempre tem muita gente pra ele atender.
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AXÉ E O SACRIFÍCIO DE ANIMAIS



ATRAVÉS DESSA MATÉRIA, SERÁ EXPLICADO O QUE É O AXÉ, E O PORQUÊ DO SACRIFÍCIO DE ANIMAIS NAS RELIGIÕES AFRICANAS.
Esta matéria deve ser lida com muita atenção, e, guardada. É especialmente dirigida àqueles, que sofrem preconceitos diversos por sua prática, bem como conhecimento ou como embasamento teológico.

Não há como se falar de Axé sem mencionar o sacrifício de animais, em algumas situações correlatas, que sejam:

- Comparativo à outras religiões.
- Sua teologia, aplicação esotérica e prática, no contexto africano.
- Comparativo quanto a outros animais ou seres vivos.
....E muito AXÉ na Coroa de vocês!!!...

Comparativo à outras religiões

No comparativo à outras religiões, ainda que posteriores à africana, não para se justificar, mas para comprovar que a negação e contrariedade é um ato de discriminação. Quando se aceita ou não, pratica o mesmo combate exacerbado das inúmeras práticas de sacrifício contidas nos testamento, algumas discorridas apenas como exemplificação, sendo o próprio testamento, um ajuste, contrato; na história bíblica as duas maiores alianças realizadas por Jeová uma com Abraão e outra com Moisés foram firmadas através de sacrifício de animais e sangue como elemento principal desta confirmação. Estes sacrificios eram por vários motivos, o principal deles, a expiação dos pecados, firmar tratados e testamentos, cura de leprosos...

Sua teologia, aplicação esotérica e prática no contexto africano

Para sua compreensão há a necessidade da explicação a aplicação da palavra AXÉ (visite a seção Axé), quer seja: Força/Energia vital

Neste contexto o ejé (sangue) é elemento primordial, não ao acaso, produz uma energia de fato, bem como elemento essencial para iniciação, na religião de toda e qualquer pessoa, sem o qual não haveriam nem novos babalorixás e iyalorixás, não haveria mais, sequer a religião.

Independente de qualquer discussão : Esta forma como que é utilizado, o sangue e demais vísceras dos animais, tem uma causa e objetivo nobre, o de produzir uma energia, o axé, já tantas vezes mencionado, que ao menos, irá cumprir uma função, de maior ou menor importância, beneficiando o alvo de qualquer religião: o ser humano.

Comparativo quanto a outros animais ou seres vivos

É feito algum tipo de comentário, por quem quer que seja sobre o abate industrial ou caseiro? Absolutamente não; porque? No fundo, no fundo, ninguém saberia dizer; Mas, intrinsecamente, já está embutido na cabeça das pessoas, um preconceito de ordem religiosa, moral, conservadora ... ou “pseudos” religiosos e moralistas...através de argumentos, os mais variados e convenientes.

Porém, quando essas pessoas, lêem na Bíblia Sagrada, diversas situações de sacrifício, já mencionadas; tão somente estavam repetindo um ato já praticado, provavelmente advindo dos africanos, que dizem dessas passagens bíblicas, nossos algozes?

Onde está a maldade? o diabólico?. Se isto pode ajudar alguém!
O abate é o mesmo, só porque é um ato religioso?
Os vermes, a barata, o pernilongo, a formiga, todos foram criados por Deus, com alguma função, mas criaturas divinas, claro que são nojentos, nocivos, e, devem se exterminados, as vezes esmagados, pisoteados, outras com ímpetos e rituais de sadismo e com plena satisfação, quer seja com o sapato, chinelo, vassoura, ou mesmo de forma maciça, o inseticida, o procedimento se faz de forma algoz, por envenenamento, a morte vem lenta e dolorosa ...

Do ponto de vista, de que são igualmente, criaturas criadas por Deus (por outro não seria), que diferença tem dos animais imolados no Candomblé?
O mundo sacrifica animais diariamente!!!!!!

Oferendas e Rituais
Normalmente uma oferenda contém vários elementos materiais que a primeira vista parecem não ter fundamento. Mas na verdade, todos têm e são facilmente explicáveis. Frutas, velas, bebidas, flores, perfumes, fitas, comidas, etc., tudo obedece a uma ordem de procedimentos litúrgicos, rituais e magístico. Uma oferenda é um ato religioso realizado no ponto de forças de um Orixá, que irá fornecer ao espírito que trabalha com o médium um de seus axés, utilizado de imediato, ou posteriormente, em trabalhos dos mais diversos. Uma oferenda obedece a todo um ritual magístico, que por isso mesmo, ou é feito religiosamente ou não passará de uma panacéia. Orixá algum admite panacéias em seus campos vibratórios e domínios energéticos (axés)! A oferenda ritual é um procedimento religioso. E tem de ser entendida e respeitada como tal, pois no lado oculto e invisível sempre há uma divindade que nela atuará diretamente, ou através de seus encantamentos ou de espíritos incorporados às suas hierarquias ativas.
Só durante uma oferenda ritual os guardiões dos axés, após certificarem-se de que eles terão um uso amparado pela Lei Maior, os liberam para o uso particular dos espíritos atuantes nas tendas. Ou alguém acredita que os axés são liberados para uso profano? Só um tolo acredita que sim. Algumas frutas pode ser abertas nas oferendas.
Conheça um pouco de cada Orixá:

Divindades: Oxalá
Linha: Cristalina
Pedra: Cristal
Irradiação: Fé
Vela/Cor: Branca, Prata e Dourada
Sincretismo: Jesus Cristo
Saudação: Exeeu baba!
Ponto de Força: Campo aberto

Oferendas/Rituais

Pai Oxalá: Velas branca, melão, coco verde, mel e flores brancas. Pode oferendá-lo num campo aberto, bosque, etc.
.........................................
Divindades : Oxum
Linha: Mineral
Pedra: Ametista, Safira, Quartzo rosa
Irradiação: Amor
Vela/Cor: Rosa, amarela, Azul claro, dourada
Sincretismo: N. S. Conceição, N. S. Aparecida
Saudação: Oraaeieu!
Ponto de Força: Rios; cachoeira

Oferendas/Rituais

Mãe Oxum: Velas rosa, amarela e azul claro, flores diversas, morango, cereja, maçã, champanhe rose. Pode oferendá-la numa cachoeira.
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Divindades: Oxóssi
Linha: Vegetal
Pedra: Esmeralda, Quartzo verde
Irradiação: Conhecimento
Vela/Cor: Verde, Branca
Sincretismo: São Sebastião
Saudação: Okearô!
Ponto de Força: Matas e Campinas

Oferendas/Rituais

Pai Oxóssi: Velas verde, verde limão, branca, frutas variadas, vinho doce, cerveja branca, milho (cozido só na água), moranga, flores do campo. Pode oferendá-lo em uma mata ou bosque.
......................................
Divindades: Xangô
Linha: Ígnea
Pedra: Jaspe, pirita, pedra do sol, Olho de Tigre
Irradiação: Justiça
Vela/Cor: Vermelha, Marrom, Dourada
Sincretismo: São Jerônimo
Saudação: Caô Cabecilê!
Ponto de Força: Pedreiras, Montanhas

Oferendas/Rituais

Pai Xangô: Velas vermelha, branca e marrom, manga, uva niágara, cerveja escura, vinho tinto doce, flores vermelhas. Pode oferendá-lo numa pedreira, montanha.
......................................
Divindades: Ogum
Linha: Eólica
Pedra: Rubi, granada, hematita
Irradiação: Lei
Vela/Cor: Azul escuro, Vermelha, Branca, Prata
Sincretismo: São Jorge
Saudação: Ogumyê!
Ponto de Força: Encruzilhada, campo aberto, beira de estrada

Oferendas/Rituais

Pai Ogum: Velas azul escura, vermelha e prata, cerveja branca, vinho tinto suave, manga, figo, uva niagra, fruta do conde, flores cravos, antúrio. Pode oferendá-lo numa encruzilhada, campo, caminhos.
........................................
Divindades: Obaluaiê
Linha: Telúrica
Pedra: Turmalina Negra
Irradiação: Evolução
Vela/Cor: Branca ou Branca e Preta, Violeta
Sincretismo: São Lázaro
Saudação: Atotô!
Ponto de Força: Cruzeiro do Campo Santo

Oferendas/Rituais

Pai Obaluaiê: Velas branca, violeta, branca e preta, pipoca, coco fatiado coberto com mel, água potável colocados em copo, vinho rose licoroso, rosas brancas, margaridas, crisântemo. Pode oferendá-lo no cruzeiro do cemitério, beira mar ou beira de um lago.
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Divindades: Yemanjá
Linha: Aquática
Pedra: Diamante, água marinha, madre pérola
Irradiação: Geração
Vela/Cor: Azul claro, prata
Sincretismo: N. Sra. das Candeias e dos Navegantes
Saudação: Adoce aba!
Ponto de Força: Praia, mar

Oferendas/Rituais

Mãe Yemanjá: Velas branca, azul claro e prata, champanhe branca, calda de ameixa, manjar, arroz doce, pêssego em calda, melão, uva itália, pêra, rosas brancas, palmas brancas. Pode oferendá-la à beira mar.
.....................................
Divindades: Oxumarê
Linha: Mineral
Pedra: Opala, fluorita, cianita azul
Irradiação: Amor
Vela/Cor: Branca ou Azul Celeste
Sincretismo: São Bartolomeu
Saudação: Arro bo bo!
Ponto de Força: Cachoeira

Oferendas/Rituais

Pai Oxumaré: Velas branca, azul claro, verde, dourada, vermelha, roxa, marrom, amarela (amarradas todas juntas), melão, champanhe rose, maracujá, fitas coloridas, flores do campo. Pode oferendá-lo numa cachoeira.
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Divindades: Obá
Linha: Vegetal
Pedra: Calcedônia, hematita, madeira petrificada
Irradiação: Conhecimento
Vela/Cor: Magenta, vermelha, Marrom
Sincretismo: Santa Madalena
Saudação: Akiroobá!
Ponto de Força: Terra à beira de mata

Oferendas/Rituais

Mãe Obá: Velas magenta, marrom, verde escuro, coco verde, vinho licoroso tinto, água com hortelã macerada, mel, flores de cor magenta, rosas vermelhas, banana da terra, kiui. Pode oferendá-la nas matas.
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Divindades: Egunitá
Linha: Ígnea
Pedra: Topázio Imperial, Ágata do fogo
Irradiação: Justiça
Vela/Cor: Laranja, Dourada
Sincretismo: Sara Kali
Saudação: Kaliyê!
Ponto de Força: Campo aberto, pedreira

Oferendas/Rituais

Mãe Egunitá: Velas laranja, vermelha e dourada, tangerina, mexerica, laranja, laranja kinkan, licor de menta, flores vermelhas e laranja. Pode oferendá-la no campo aberto, pedreira.
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Divindades: Iansã
Linha: Eólica
Pedra: Citrino
Irradiação: Lei
Vela/Cor: Amarela, Dourada, Vermelha
Sincretismo: Santa Bárbara
Saudação: Eparrei!
Ponto de Força: Campo aberto

Oferendas/Rituais

Mãe Iansã: Velas amarela, vermelha, champanhe branca, licor de menta ou anis, flores amarelas, manga, maracujá doce, uva niagra. Pode oferendá-la no campo aberto, pedreiras, campo santo, beira-mar, etc.
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Divindades: Omulú
Linha: Aquática
Pedra: Ônix preto
Irradiação: Geração
Vela/Cor: Roxa, Branca, Preta e Vermelha
Sincretismo: São Roque
Saudação: Atotô!
Ponto de Força: Campo santo

Oferendas/Rituais

Pai Omulú: Velas branca, vermelha, preta e roxa, pipoca, 1 prato com sal grosso, 7 copos com água, terra, palha da costa, vinho licoroso, coco fatiado, 1 prato com mel. Pode oferendá-lo no campo santo.
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Divindades: Nanã Buruquê
Linha: Telúrica
Pedra: Rubelita, ametista
Irradiação: Evolução
Vela/Cor: Lilás, prata
Sincretismo: Sant´ Ana
Saudação: Salubá Nanã!
Ponto de Força: Lagoa e Mangues

Oferendas/Rituais

Mãe Nanã: Velas lilá, branca, prata, melancia, melão, ameixa, ameixa em calda, jabuticaba, figo, champanhe rose, vinho licoroso rose, flor do campo lilás, colônia branca e lilás, quaresmeira, violeta, azaléia, hortênsia. Pode oferendá-la num lago ou mangue.

EXCESSO DE ÁLCOOL X MEDIUNIDADE

EXCESSO DE ÁLCOOL - DE QUEM É A CULPA?



EXCESSO DE ÁLCOOL - DE QUEM É A CULPA?
Fernando M. Guimarães - Março de 2005

Dirigir uma gira de Umbanda, não é tarefa fácil. A sensibilidade humana extrapola muitas vezes o bom senso e a habilidade dos dirigentes. Até os dotados com essas virtudes cometem erros, às vezes com efeitos bombásticos nos médiuns, mesmo os já desenvolvidos. Servir bebida alcoólica à entidade requer uma série de conhecimentos para evitar que os médiuns sofram conseqüências desastrosas, principalmente ficar embriagado, o que quando acontece, muitas vezes liquida a confiança de um médium. E por que isso acontece? Vamos esmiuçar as situações que se criam para entendermos bem. O álcool nos trabalhos de Umbanda, entre outras funções de magia, serve para embriagar o médium. Em tal estado acontece o deslocamento de seu espírito, facilitando a incorporação da entidade.

Isso dentro de um trabalho organizado é inteiramente confiável, mas, em trabalhos sem segurança e desorganizados pode gerar a penetração de entidades atrasadas ou viciadas no alcoolismo. Esse é um dos motivos que o médium não deve beber fora dos trabalhos. Considerando a garantia da proteção do trabalho, o médium fica embriagado mas dominado pela entidade. Antes de desincorporar a entidade tira todo o efeito do álcool, deixando o médium com o liquido ingerido mas sem o seu efeito, ou seja, termina a embriaguez do médium. Isso pode não acontecer se o médium, durante a incorporação, levar um choque por um motivo qualquer, como por exemplo, alguém da hierarquia brigar com o espírito ou manda-lo, repentinamente, desincorporar. Isso pode impressionar o médium, pois não devemos esquecer que o normal é que os médiuns sejam conscientes. Quando esse enganos acontecem o médium pode ficar totalmente embriagado. Se isso ocorrer jamais os dirigentes ou companheiros da casa devem critica-lo, ao contrário, em casa que existe irmandade e direção segura, o médium receberá todo o apoio pelo eventual erro.

Pelas análises podemos constatar: nem sempre a embriaguez de um médium é ocasionado por erro seu, ao contrário, quase sempre provocado pela falta de atenção da hierarquia, que inclusive deve recomendar aos cambones que cuidem do excesso de bebida usada pela entidade. Deve-se ter muito cuidado ao determinar o afastamento do espírito quando ele ingeriu bebida alcoólica, devendo ter ao menos um tratamento gentil que toda entidade e mesmo os médiuns merecem. Como norma deve-se orientar os médiuns que um espírito de luz não bebe por prazer. O Exu Tranca Ruas das Almas sempre diz: ·se eu quisesse beber não vinha fazer isso em terreiro de Umbanda, mas iria buscar os alcoólatras nos bares, como fazem os obsessores comuns·.

APROVEITANDO O TÒPICO
VAMOS FALAR DE FUMO E BEBIDAS.

A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.
Ledo engano...........

O FUMO
O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião.
Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma.
Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra.

Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.
O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais.
Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.
Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas.
Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.
Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional “pito” em um eficiente desagregador de energias negativas.

Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes.
Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, “na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda”.
Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para “defumar” o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar.
A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.

BEBIDAS
O álcool, tem emprego sério na Umbanda.
Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.
Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade.
É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior “liberdade de ação”.
Os exus são os que mais fazem uso da bebida.

Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraidas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como “combustível” ou “alimento”, encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida.
Estas linhas estão mais próximas às vibrações da Terra (faixas vibratórias), onde ainda necessitam destas energias, retiradas da matéria, para poderem realizar seus trabalhos e magias!
O marafo também é usado para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.
O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium.
Já o alcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo.
O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada.
Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.

MENORES DE IDADE
Se o médium for menor de idade, não se deve permitir que o guia use o fumo e a bebida quando incorporado.
Trata-se de respeitar as leis vigentes e evitar que o nome da Umbanda seja associado a possíveis processos judiciais.
O mais indicado seria inclusive ter uma autorização dos responsáveis pelo menor para que ele possa participar dos trabalhos, especificando inclusive (se possível) os horários de início e término das mesmas.

O FUMO E A BEBIDA SÃO INDISPENSÁVEIS?
Podemos dizer que é possivel.........
Sendo que haverá uma diminuição da eficiência e rapidez do trabalho, mas ele será realizado. Mais devagar e de forma mais trabalhosa.
Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho. Pois estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos.
É possível, mas... trabalhoso.
É uma opção do médium, caso o médium não possa, ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.
Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando esiver trabalhando incorporado.
POSTADO POR BELLA ZINGARA ÀS 17:14 DE 16 DE SETEMBRO

Pergunta de uma amiga no meu profile
E essas entidades que já chegam bêbadas. O que você teria a dizer sobre elas?

Uma amiga me fez a pergunta, e eu pensei muito se daria ou não aqui, porque certamente envolve a crença de muitos que vêem em entidades desse tipo, verdadeiros mitos, quando não são. E porque digo que não são? Vamos a um raciocínio lógico partindo do princípio de que estejam realmente bêbadas e isso não seja teatro delas?

Vamos lá: Quem deu de beber a esses espíritos antes deles chegarem?
Se a resposta foi ninguém, então é sinal de que eles, para poderem absorver álcool, ou tiveram que se encostar em alguém ou absorver esse álcool até mesmo de algum armazém ou encruzilhada.
E que tipo de entidade se encosta, aqui ou ali pra absorver a essência do álcool no intuito de manter "em morte" o que provavelmente mantinha em vida?
É só uma questão de raciocínio e eu nem vou me alongar mais nessa análise. Só vou dizer que entidades deste tipo ALÉM DE NÃO SEREM DE UMBANDA, têm que ser muito bem encaminhadas ou doutrinadas no caso de seu médium ter realmente que com elas trabalhar, caso contrário o médium se encontrará em situações lamentáveis.

Outra pergunta:
Mas e quando chegam, nem bebem e deixam o médium bêbado?

R: Mais uma razão para que o responsável pela Gira as chame de volta (chamando na unha, como se diz por aí) e as obrigue a deixar o médium em perfeito estado, fazendo-as aprender, desde cedo, que ali naquele Terreiro de Umbanda ELES SÃO APRENDIZES E NÃO PROFESSORES.

Irmão X Francisco Cândido Xavier

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.
Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência.
Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais.
Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos.
E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encarnecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.

Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.
É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.

Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que desejas levantar, agora?
- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.
O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.
- Sim - esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...
- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante. Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.
À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.

(Do livro "Cartas e Crônicas", pelo Espírito Irmão X, Francisco Cândido Xavier, edição FEB)

OTÁ OKUTÁ ou ITÁ



No candomblé e em outras religiões afro-brasileiras afins, é uma pedra.
mas com função especialíssima nos rituais. É o receptáculo natural para a força energética dos orixás, uma espécie de pára-raios com a capacidade de atrair e, sendo submetido a diversos rituais, armazenar parte dessa energia. É o elemento principal do "assentamento" de um orixá em um terreiro ou em uma fonte natural de energia.
Podendo ser (seixo de rio), ou de outra parte da natureza, sobre a qual o axé (a "força sagrada") de um orixá é fixado por meio de ritos consagratórios, que constitui seu símbolo principal, encontrado em todos igba orixá.

Guardam-se o otá no peji "altar sagrado" da casa de candomblé, geralmente dentro de vasilha tampada ou em um alguidá , por vezes vestida com os trajes cerimoniais do orixá, mergulhadas em mel, azeite doce, Ori (manteiga), dendê, junto com outros fetiches. Também é chamada de itá e otá-do-santo. Um termo muito comum na casa de santo diz que sem pedra "ota" não há orixá, (Kosi Okuta kosi orixá).
Nota: A escolha de um Okuta (otá) para igba orixá depende muito do conhecimento de um sacerdote, devendo ser selecionada por um babalorixá ou iyalorixá e consagrada imediatamente por um Ojugbó

As pedras que podem ser transformadas pelos sacerdotes em otás não são escolhidas aleatoriamente. Cada orixá tem seu otá específico: a pedra deverá vir de um rio, na forma de um seixo submerso na corrente, se for servir de assentamento para uma Oxum ou para uma Obá; deverá vir do mar se for servir para assentamento de Yemanjá; da mata se for empregada num assentamento de Oxóssi; de minério de ferro se for empregada para assentar um Ogum; um pedaço de mármore ou qualquer outra substância tão resistente quanto ele, e também branca, para assentamento de Oxalá, etc. Se a pedra deve ser lisa ou rugosa, se precisa ser retirada de dentro da terra sem nunca ter tido contato com o oxigênio livre ou se deve ter estado obrigatoriamente à exposição do vento, tudo isso vai depender também das exigências próprias de cada orixá.

Os otás ficam no peji do terreiro, dentro de vasilha especial, de louça ou barro, eternamente mergulhada em substâncias líquidas que variam de orixá para orixá: pode ser mel, azeite doce ou azeite de dendê, etcf. Junto às pedras, ficam outros "receptáculos" de axé, miniaturas de símbolos dos orixás (usados na dança em tamanho maior), como espadas, cobras, o ibiri, os espelhos, etc. Em frente a essa vasilha são oferecidas as "comidas de santo" nos ossés semanais ou quando um filho de santo do terreiro faz uma oferenda. Depois de um tempo, que varia conforme a ocasião, o alguidar com a comida de santo é retirado do peji e levado pelo sacerdote e pelo filho de santo para o local da natureza onde a comida será definitivamente entregue.

*NOTA-DICIONÁRIO DO CANDOMBLÉ

*ASSENTAMENTO - Processo ritualístico pelo qual se liga a um corpo material o axé, a força mística de uma energial imaterial. Por redução, o termo é utilizado para designar o objeto (pedra, árvore, símbolo de metal) que representa o orixá, depois de um ritual (secreto) faz com que as energias místicas sejam concentradas no objeto. O fetiche mais comum para esse efeito é o otá, uma pequena pedra que fica no peji, guardada em vasilhas tampadas (ou não), mergulhadas em sustâncias ou líquidos, dependendo de cada orixá. Por extensão, o termo também pode se referir ao processo de iniciação de um filho de santo, eventualmente se usado assentamento de santo para designar o momento em que a força mística do orixá é fixada na cabeça (ori) de um iawò.

*PEJI - Espécie de altar presente no roncó dos terreiros de candomblé, onde ficam os símbolos, otás e assentamentos de boa parte dos orixás cultuados na casa. Os iawòs só podem entrar quando forem devidamente autorizados, ou, então, quando acompanhados pelo babalorixá. É na frente do peji que ficam as comidas de santo, desde o momento em que são oferecidas ao orixá até a ocasião de serem despachadas nos pontos da natureza correspondentes a cada divindade-vibração. Segundo Olga Cacciatore, "antigamente era uma espécie de mesa coberta, onde ficavam, visíveis, as imagens dos santos católicos, para disfarce ante as perseguições policiais, e, na parte de baixo, escondidos, os otás, vasilhas, etc." Na umbanda, o peji fica na sala grande do terreiro (abassá).
Antigamente era assim!
Os antigos, Bàbálòrìsàs e Yálòrìsàs; que foram realmente iniciados de acordo com os ritos tradicionais, costumam a dizer e afirmar que um dos segredos (erós) é possuir o conhecimento (fundamento) de cada pedra.
Como diziam os Velhos “Feitores”:
Entre muitos, segredos, não se pode revelar, à qualquer iniciante!
Para o mesmo, obter era necessário já ter feito as “Obrigações de base”, ou seja, ter uma “Feitura” de um Ó-Obórí completo e, possuir um estágio de conhecimento elevado.

Já adquirido certos conhecimentos de cozinha africana, o domínio do local de predominância de cada Òrìsà;
o saber, despachar os ekòs, ebós e bossum ou bózo (feitiço).
Durante o tempo de iniciação, os Feitores, iam observando seu (s) discípulo (s), como por exemplo:
A sua “fé” e dedicação ao ritual, ora ensinado;
o interesse em aprender;
a dedicação e obediência aos Òrìsàs e a seu “Mestre”.
Após isto!
Então chegava à hora de consultar aos Òrìsàs, para saber se a pessoa já estava apta em conhecer o segredo da pedra e neste, momento, se interrogava aos Òrìsàs, se a pessoa tinha para dar a continuidade no Culto aos Òrìsàs, caso contrário, senão, ficava só na “Obrigação inicial”e que, já tinha, ficando pela vida inteira.
Após a consulta aos Òrìsàs, e o iniciante, recebendo uma resposta positiva e já obtendo os requisitos necessários, então, já estava apto à receber as primeiras lições.
Como por exemplo:
O que é um “iòkutá ou òkutá”?
É qualquer pedra com ou sem vida.
O que é “Otá ou Etá”?
É o “òkutá” escolhido entre muitos, no leito ou margens de um rio.
E em outros lugares, para Òrìsàs adverso a água.

O iniciante, deve sempre, estar acompanhado de seu “Feitor (a)” no recolhimento dos òkutás e para obter o aprendizado.
Para mais tarde, o Feitor (a) escolher, os mesmos, e consultar aos Òrìsàs, através dos “búzios”, para saber qual o òkutá à ser assentado ao Òrìsà do iniciante.
Após a aprovação dos òkutás e também, após a sua consagração passará a ser chamado de “Otá”em algumas “linhagens”, em outras de “Etá”.
Devo alertar, que o iniciante, é que têm que achar, encontrar os seus òkutás, principalmente, o òkutá correspondente ao seu Òrìsà de cabeça (Olórí), bem como, para os demais em sua “Obrigação”.

No futuro, você irá se orgulhar, de tal ato, e do ensinamento que recebeu de seu Feito(a).
Com certeza, “otá”, é um dos principais, elemento da idolatria natural do “negro”, desde os monólitos, megalíticos até a simples pedra rolada da margens dos rios.
O òkutá para corresponder ao Òrìsà, depende ora da cor, ora do local em que foi encontrada, ora da configuração ou forma espontânea.
É muito importante, com relação ao òkutá que não apresente arestas, cortes, fraturas ou ação da mão do homem depois de achado.
Não há rocha, mineral sedimentário, ígneo ou vulcânico que não tenha sido aproveitado nas múltiplas manifestações do rito e do culto.
Nem todos Òrìsàs, utiliza-se em seu assentamento òkutás, devemos observar a origem, passagem e o domínio de cada Òrìsà e a ”Linhagem” de origem que a pessoa pertence.
Mas, têm um segredo (eró) que diz:
Tudo que vêm da “natureza” têm que voltar à “natureza”, ou seja, seu ponto de origem e domínio;
o que for de “mato para o mato”;
“d’água doce para água doce”;
“do morro para o morro”;
“do campo para o campo”;
“do mar para o mar”.
Exemplos:
Os “Itekés = Òrìsàs em vultos, esculpidos em na madeira, como por exemplo:
“Odé-Òtin”;
Òsónyìn (Ossãe);
Ibeijes.
E outros que são representados em pedra ferro e, também em ferros esculpidos, sem ir ao fogo;
outros são representados por conchas e caramujos do mar.
Observação:
Quem sabe fazer, têm que saber desfazer uma “Obrigação”.
É no ritual fúnebre (asesé; ìjeje e para outros aressum) e nesta “Obrigação”, que se realiza o “aprontar de uma Obrigação e da pessoa”, porque deixou de existir.
O que é da “natureza”volta para a “natureza”, só ficando os conhecimentos da pessoa, a qual pertencia a Obrigação;
dependendo de seus conhecimentos e ensinamentos aos seus discípulos, ficará imortal ou simplesmente, mortal.
“O homem vêm e colhe o que semeou, segundo a quantidade que a vida passada plantou, de trigo ou joio, será sua medida”.
“Se trabalha arrancando as ervas más, a terra será fértil, limpa, bela e opulenta a colheita”.
“CULTO DE CONGO” - Somente para elucidar.
Nos demais Cultos, Nagò, usa-se o assentamento de “Otás” consagrados aos Òrìsàs.
Já no “Culto de Congo”, otá denomina-se “Abiteké, Batekétés”, são bonecos feitos de argila e ijé, e com suas indumentárias dentro do Culto.
A onde, no meu entender, é neste Culto que se realiza o verdadeiro assentamento para Exu.

PEDRA DE SEVÁ
Pertencente ao Òrìsà Ògún.
É indispensável em seu assentamento.
Este fundamento é muito realizado na Linhagem (Nação) de Oyó, principalmente, no interior do Estado (RS.), zona Sul.
É um pedra de grande valor magnético, que se alimenta de limalhas de aço e ouro, dando cria e quando isto acontece, com certeza, existe prosperidade.

É também chamada por muitos de pedra-ímã, porque a mesma aderem as limalhas, mas existe diferença de uma para a outra.
A pedra de Sevá, é muito pesada, recoberta de um limo arrepiado, é raríssima, devendo aquém possuir cuida-la bem, sob pena de desgostos e decepções.
Aquém conhece os preceitos e seu assentamento como Obrigação, sobre seu alto valor magnético e monetário de uma Casa de Religião, que tenha a Pedra de Sevá.
Observação:
Hoje, existe na floras, imitações e muitas delas são aços ou pedra-ímã.
Digo: A verdadeira Pedra de Sevá, é muito rara e difícil de consegui-la.

Salve Papai Ogum e salve a Coroa de todos Vocês!!!
POSTADO POR BELLA ZINGARA ÀS 16:08HS DE 16 SETEMBRO
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